Elvis Presley - Love Me - Comeback Special 1968
Eu tenho a certeze que Ele está vivo
Naufrágio na garrafinha em bar aberto à navegação
Eu tenho a certeze que Ele está vivo
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Obrigatório no reportório de uma drag queen que se preze
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Olha que dois
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Agustin Lara, uma descoberta. Uma pepita nesse grande rio You Tube. O rei dos boleros
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Editorial de José Manuel Fernandes a propósito da demissão de Fernando Lima da assessoria de imprensa da Presidência da República
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401711
O ódio retira faculdades de julgamento e o editorial do "Público" mostra que o seu director está a perder definitivamente o juízo, sustentando em pseudo-factos, aquilo que não passa da sua visão maniqueista e conspirativa deste infeliz caso.
Há muito tempo que JMF tem de facto uma agenda oculta, e este caso teve pelo menos a vantagem de o expor. A agenda oculta de JMF é simples - destruir Sócrates e tudo o que o PS enquanto Governo faz ou deixa de fazer - é tão simples quanto isto. Basta fazer um resumo das desonestidades intelectuais que produziu em temas como o aeroporto (sendo ariete de um grupo de pressão e de engenheiros a soldo), a inqualificável forma como ataca o TGV, sempre como câmara de repercurssão dos mesmos engenheiros, bastava isso para perceber que JMF tem de facto uma agenda própria, e que com ela arrastou o Público para uma contaminação que lhe será fatal.
O Publico deixou de ser um jornal de liberdade e de formação cívica dos seus leitores, para passar a ser uma espécie de blogue do seu director. Há no entanto esperança para JMF, é que vai vagar um lugar na assessoria de imprensa da presidência da república, e ele reune as qualificações para aquele trabalho.
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Nós somos os ladrões de estrada, os marinheiros perdidos no mar, os que não ficam, os que partem...
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Labels: PSD; PS; nihilismo
Estamos velhos, mas pertinho uns dos outros somos tão novos como sempre.
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O amor como deve ser, com porrada e uma balada do Elvis
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Labels: futurologia
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Labels: pelingrafia
Os professores de Economia Política da Universidade Católica andam num lufa a ler as entrelinhas da "Economist", a refazer os seus manuais e a tirar o paletó do Keynes da naftalina. As tarefas do revisionismo histórico são mais pesadas do que a pura especulação teórica. Enfermeiras do capitalismo acamado, coitadas.
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Labels: Ricos; Moet Chandon; Estado
Dancem lá esta. Os "cadáver esquisito" preparam a sua estreia
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Eu que ando sempre musicalmente distraído a ouvir o mesmo CD em "repeat" por causa da preguiça, só às vezes acordado da "letargia FM" para grandes revelações da grande música que se faz hoje.
Nunca se fez tanta nem tão boa, independentemente do que os saudosistas como eu possam preconceituar. Querem uma prova?
Basta ligarem-se todas as noites na "Radar" e escutar o program desse grande divulgador e tutor que é o António Sérgio no "Viriato 25", ou então, fazerem uma visitinha ao omissão impossível do meu amigo Parrovski, companhia diária nas horas do patrão que assim passam mais depressa e melhor.
Foi lá que descobri que os Kaiser Chiefs têm um novo álbum ("Off with their heads") e que ou muito me engano é um dos grandes álbuns do ano. Especial atenção ao "Tomato in the rain", simplesmente fabulástico.
Sabe tão bem ser conduzido pelos novos profetas do "Som da Frente".
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Labels: Kaiser Chiefs
Uma associação de invisuais americanos lançou uma anátema sobre o filme de Fernando Meirelles baseado no romance de José Saramago "Ensaio sobre a cegueira". De acordo com a visionária associação de invisuais o filme que esta semana estreou nos EUA podia favorecer a descriminação sobre pessoas invisuais.
Nunca o velho ditado de que "pior cego é aquele que não quer ver" ganhou tão apropriada expressão. Ainda assim assalta-me um dúvida, se os senhores da associação são invisuais, como é que sabem que o filme é descriminatório? Só se alguém com dois olhinhos, uma mente porca e uma boca se bufou. É o mais natural. Mais valia aos ceguetas da associação confiarem no seu pastor alemão, sempre é mais fiável.
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Em vez da campaínha do Cavaco, a abertura dos mercados financeiros devia ter uma nova banda sonora.
Eis a primeira sugestão: Guns n`roses
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Eis um bom sketch de abertura para o congresso dos homosexuais católicos, se estes não se levassem tão futilmente a sério, claro.
Monty Pythons antes da era do politicamente correcto:
- Mas qual é o interesse dele lutar pelo seu direito de ter bébés, quando ele não pode ter bébés?
- É simbólico! Simbólico da sua luta contra a opressão!
- É simbólico é da sua luta contra a realidade.
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Labels: fotografia
Os aforismos são como os fatos, assentam bem quando são feitos à mão e o tecido é bom. Fernando Savater na sua última crónica no "El País" (o único jornal de referência de Portugal), escrevia sobre aforismos, um género tão mortífero como a bala de um sniper. O escritor espanhol sacou duas pepitas de breviário das suas cuidadas espeleologias:
"Tentei muitas vezes criar raízes, mas as asas sempre me impediram."
Ramón Eder
"Não confundir a moral com quem a defende."
Andrés Neuman
"A ninguém lhes parecem os seus defeitos demasiado graves, especialmente o defeito de não considerarem os seus defeitos demasiado graves."
Carlos Marzal
"O politicamente correcto consiste em estender o sensato até à estupidez."
José Mateos
Tanta sabedoria em tão poucas palavras
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Labels: aforismos
Banqueiros e assaltantes têm várias coisas em comum. Uma delas é que todos fogem em carros de alta cilindrada, uns encapuzados, outros engravatados.
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Labels: carro de fuga
Parece que a vaga de assaltos foi varrida dos noticiários. Os ladrões de bancos e de postos de gasolina, que apenas procuravam uma justa participação nos lucros, foram agora remetidos ao esquecimento mediático. Agora são os próprios bancos que se assaltam à mão armada e jogam à roleta russa em Wall Street. Crimes, castigos e capitalismo de pistola em punho.
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Labels: bancos; ladrões
Para curar ressacas de domingo de manhã, nada como a velha receita do Cash e uma cocacolazinha com muito gelo e uma meia lua de limão.
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A brincar aos slide-shows para matar saudades do velho Oeste
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Num delicioso sarcasmo fúnebre, Bertrand Russel confessou que a última vez que tinha feito exercício físico foi para acompanhar o enterro de um amigo seu que tinha morrido a fazer jogging.
O desporto é uma coisa perigosa, consigo passar horas a olhar para ele, com sentida admiração, sobretudo se houver vinte e dois atletas em campo e uma bola pelo meio, porque como dizia Arrigo Sachi (treinador de futebol italiano) “O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes”. Mas hoje, falemos de outros futebóis.
Apesar dos perigos inerentes ao desporto, as sociedades maníaco-ginastas modernas insistem na glorificação da velha e desactualizada receita espartana: “Mente sã em corpo são”. Pois, pois, mas nem toda a ginasticazinha valeu a Leónidas na Batalha de Termópilas. Agora já não há persas para combater à espadeirada ou desafiar para um corpo-a-corpo naquele desporto gay-musculado que é a luta greco-romana, sobra apenas um temível inimigo, mais perigoso do que meliantes brazucas.
O novo Grande Satã são as calorias, causadoras daquele notável efeito de arredondamento da pança que faz dos gordos os próximos proscritos das sociedades higieno-fascistas, filhas párias da demência politicamente correcta.
Vivemos numa época de margarinas poli-insaturadas, de corpinhos Danone, de ginásios com IVA mais baixo do que fraldas, de meia-maratonas em cada paróquia, de cardumes de ciclistas com fatinhos de licra e óculos escuros bimbos a infernizarem a vida ao pacato automobilista na Marginal de Cascais, de velhotas repimpadas na sua touca na aula de hidro-ginástica, de caminheiros de pau peregrino a invadirem as áreas protegidas, de um Spa em cada tanque com peixinhos cabeçudos, de mais surfistas que ondas.
Enfim, nunca como agora Portugal foi este imenso viveiro de desportistas de trazer por casa. Parecemos aqueles tanques das marisqueiras, com as sapateiras e os lavagantes a abocanharem-se em carnívoras carícias. Somos o povo dos ginásios e do body-building para ser porteiro numa discoteca em Matosinhos, que sempre é uma saída profissional para brutamontes mentais. Arriscar-me-ia a dizer que os sedentários orgulhosos, tendem a ser uma minoria cada vez mais ostracizada.
Em Inglaterra já se fala em discriminação positiva no atendimento dos hospitais para quem faça prova da frequência de aulas de salsa e merengue, jiu-jitsu ou badminton, pelo menos duas vezes por semana. Em contrapartida, a McDonalds e o Solar dos Presuntos passarão a ser obrigados a dar a lista dos seus mais vorazes clientes para constar da base de dados do Sistema Nacional de Saúde e constarem da lista dos “Dez glutões mais procurados pela ASAE”.
A bem da saudinha e do corpinho Danone pedalamos alegremente para a esquizofrenia colectivista. A onda de indignação que varre este país de sapatilhas e fato de treino a propósito da Missão Olímpica portuguesa mostra até que ponto a fasquia das nossas preocupações é rasteirinha. Estou perfeitamente à vontade para falar de desportos olímpicos, já que sou grande praticante de triatlo: halterocopismo, lançamento da beata e bisca lambida - e por isso custa-me ver a crucificação que se está a fazer dos nossos atletas olímpicos, que se limitam apenas a ser, portugueses.
O bom e sereno povo da sapatilha amuou com a falta de resultados e com as notícias matinais das rádios e TV`s que utilizaram até à exaustão a palavra “desilusão” para caracterizar a prestação dos atletas portugueses. Mas, quando começaram as desculpas com os árbitros, com a pressão competitiva, com a impressionante magnificência do “ninho” ou até com as horas matinais a que decorreram as provas, então aí furibundo, o orgulho nacional estalou em bramido de lobo ferido, exigindo responsabilidades, pedindo cabeças na bandeja do sacrifício para apascentar a iracunda dos néscios patrioteiros.
Pedem contas aos 14 milhões de euros gastos na missão olímpica, como se essa nos garantisse banhos de ouro como o dente de um pistoleiro de um western-spaghetti, quando essa quantia seria insuficiente para produzir uma perna do Mike Phelbs. O desporto escolar é berlinde, playstation e SMS`s; o universitário é cabulanço, bebedeiras, queima das fitas e tunas académicas, e depois querem medalhas. Ser atleta de alta competição em Portugal é a mais exigente das provas, consegui-lo é já uma extraordinária vitória.
Mas teimamos em expiar as nossas frustrações patrióticas nos nossos atletas e desportistas, depois de anos sucessivos em que a vítima preferencial foram os concorrentes nacionais ao Festival da Canção. A única coisa em que realmente podíamos ser os melhores do mundo eram os Jogos sem Fronteiras do Eládio Cllímaco, e esses já acabaram.
Para o ultra-competitivo povo português que não gosta de perder nem a feijões (o que é um bocado chato para um povo que passa a vida a perder) nada importa a velha máxima do Barão Pierre de Coubertin: “O importante não é vencer, o importante é competir”, porque no alto das nossas sapatilhas achamos que um portuga deve lutar para vencer, quer seja contra o Michael Schumacher num GP de F1, quer seja contra o Lance Armstrong no Alp d`Huez, quer seja contra a Bulgária no halterofilismo.
Quanto às desculpas esfarrapadas, não são as mesmas que damos lá no emprego para explicar um quotidiano de pequenos falhanços: “O relatórios não estava completo porque não tive tempo para o acabar”; “A apresentação de power point estava fraquinha porque o tipo da informática engatou aquela merda toda.”, “Mas com o ar-condicionado avariado como é que acha possível terminar este artigo”; “O pão tem fermento a mais, a culpa é daquele ucraniano novo”; “Anda para ái uma onda de crime, é por causa dos brasileiros”, “Aquela gaja é uma incompetente, só foi promovida em vez de mim porque anda a fazer olhinhos ao chefe” ……E podíamos continuar por aí fora neste vasto reportório, para explicar esta simples verdade inconveniente.
O grande desporto nacional é o chuta para canto – a desresponsabilização pessoal, a falta de cultura do erro, a trafulhice e a incapacidade de definir os nossos limites como pessoas e como profissionais. Sendo esta a nossa “alma mater”, porque raio é que os nossos atletas haveriam de ser tão diferentes.
É por isso que nesta hora de grande azedume nacional contra atletas olímpicos e ladrões brasileiros, toda a minha sentida solidariedade vai para o povo irmão e para Marco Fortes, o primeiro lançador de peso português a estar presente nos Jogos Olímpicos e eleito como o bode expiatório, ou melhor, o carneiro sacrificial, só porque depois do seu mau resultado na prova confessou: “De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo.”
Amigo Fortes, tou contigo “brother”, aliás o único desporto que gosto mesmo de praticar é na caminha. Mesmo que ás vezes vá falhando uns mínimos olímpicos, nunca tenho mau perder.
Em dolbysurround no pnethomem.pt
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Filosfia de Alcova ... da boa. Libertinos de todo o mundo uni-vos!
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Esta fica mesmo bem neste velho saloon. Thank`s D.
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Ás vezes dava jeito ter um.
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Às vezes dava jeito ter um
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Hank Williams ao vivo na Rádio, só para fumar um cigarro cowboy a olhar a lua da pradaria.
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Labels: Férias; massagens
Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. Tudo na mesma como a lesma.
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Labels: sardinhas; caracóis; Cravinho
Aqui na terra estão jogando futebol, tem muita sardinha, cerveja e caracol, mas eu queria lhe dizer que a coisa aqui tá preta.
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«As vogais mudas manifestaram-se em frente à biblioteca, reivindicando a dupla nacionalidade.»
«O chá estava servido, as vogais mudas permaneceram caladas perante a estridente tagarelice das vogais abertas, que falavam da vida íntima das consoantes e devoravam bolinhos de noz besuntados com manteiga.»
«Depois de andarem a noite toda nos copos, o dicionário Houaiss e a trema estavam cá com um daqueles ressacões. O Houaiss teve uma laringite e ficou afónico enquanto a trema ficou sem palavras.»
«As vogais mudas foram obrigadas a aprender linguagem gestual, para poderem obter o visto de residência em Copacabana.»
«O poeta sentia-se incapaz de prosseguir o verso sem a ajuda das vogais mudas e por isso mudou de profissão e dedicou-se à panificação. A língua, já farta das suas melancolias, respirou de alívio.»
«O linguista estendeu a língua, esverdeada e com pus- É figado - disse o médico.»«Alberto atirou a matar na velha estátua do Professor de Românicas.»
«Stôra, dói-me a gramática!- lamuriou-se o menino Julinho.- Bochecha com o prontuário.Respondeu prontamente a Professora Gertrudes.»
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Labels: contos curtos
Não sou o Goethe, nem o Lawrence Durrel, mas tenho uma Niko e um CD dos Cocteautwins. O meu primeiro slide-show. V7 está moderninho, mas com poucas ideias. Enjoy the music!
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Duelo longo, e arrepiante. Cinema em estado bruto.
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E daí talvez não, os pântanos do Louisiana podem não ser muito hospitaleiros. Grande filme "Southern comfort", o melhor de Walter Hill. Esta cena só é comparável ao duelo de banjos de "Deliverance", outra boa razão para não ir pescar para território "red kneck", não se deixam enganar pela candura do vídeo em cima, "Deliverance" é um dos mais brutais e crus filmes da década de 70, assinatura de John Boorman.
Alons dancer? Non, merci
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Hoje apetecia-me ir a um baile de música cajun.
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Comer croissants quentinhos com compota num quarto de hotel de cinco estrelas, enquanto nos espreguiçamos vagarosamente com o sol fresquinho da manhã; este é definitivamente um dos pequenos grandes prazeres da vida, pensava Irina Profileva, tocadora de oboé na orquestra de Kiev em digressão pela Áustria.
Envolvida neste langor dulcificado, depois de aviar meia dúzia de minúsculos croissants estaladiços besuntados com doce de laranjas amargas, a gutural ucraniana rendeu-se ao sono…
Na madrugada as tropas de Al-Mil-Folhas avançavam silenciosamente sobre os bosques de Viena. A elite das tropas otomanas, conhecida por apreciar salgadinhos e beber chá verde em desbragadas infusões, tomava a dianteira das colunas turcas, na esperança de serem os primeiros a tomar o pequeno-almoço, depois de tomarem de assalto Viena, uma cidade desprevenida e a ressacar do Festival Musical de Verão, onde jorrou cerveja em intermináveis solfejos.
Pela aragem da madrugada só soprava o ladrar intermitente e funcionário de algum cão, ou um cantar pífio de galo fora-de-horas. A brigada do croquete, assim se chamava a divisão de elite do Vizir, rumorejava com pequenos passos e aproximava-se gulosa dos muros de Viena. Iniciaram então a construção de um túnel subterrâneo, com a ajuda de escravos importados de Bizâncio, para poderem infiltrar-se nas belas esplanadas centrais de Viena, para galar as duquesas austríacas que planeavam sodomizar antes do chá da tarde.
O túnel cavava-se rapidamente, e Al-Mil Folhas desfraldava já a bandeira otomana do quarto crescente que planeava colocar bem no centro da Matzleinsdorfer Platz. A essa hora, numa viela escôncia, Karl Palmier, conhecido pasteleiro da Casa Imperial Austro-Húngara industriava os seus discípulos na correcta forma de amassar a massa para que ficasse estaladiça, quando ouviu um pequeno ruído metálico, persistente. Mandou Cassias Voltev, um reconhecido preguiçoso a quem estava incumbida a tarefa de bafejar canela sobre os bolos, ir lá fora indagar a origem do ruído. Voltev voltou e informou descontraidamente que as tropas otomanas se preparavam para tomar de assalto Viena, estando a concluir um túnel para poderem tomar o pequeno-almoço na Matzleinsdorfer Platz.
Karl Palmier cofiou longamente a sua longa barbicha e disse: - Main gotta! Turcos é que não! A barbárie dos salgadinhos daria cabo da nossa arte.
Decidido, limpou as mãos sujas de farinha ao avental ricamente bordado e pegou e desatou a bater furiosamente na panela onde se trucidavam os ovos, incitando os seus discípulos a fazerem o mesmo:
– Vêm aí os turcos! Vêm aí os turco! Saqueiam-nos o pequeno almoço! Ó da guarda, os infiéis roubam-nos o pão!
O escarcéu alertou os lorpas da Guarda Imperial que rapidamente desembainharam os seus instrumentos de mijo e inundaram as galerias turcas com as réstias de uma noite de empinanço de canecas. Horrorizados, os seguidores de Alá bateram em retirada, muito aborrecidos por terem de ir tomar o pequeno-almoço a outro lado.
Quando informado do episódio da noite anterior, o Imperador, agradecido, encomendou aos pasteleiros de Viena um pão que evocasse o seu pãotriótico feito.
Karl Palmier, que como o seu nome indica, já havia inventado o palmier, lembrou-se então da bandeira desfraldada com a lua em quarto-crescente, abandonada pelos turcos, e inventou um pãozinho folhado em forma de quarto-crescente, que em francês pasteleiro, se chamaria croissant. Pãozinho que se constituiria como um dos mais apreciados baluartes da civilização ocidental e que é presença habitual nos pequeno-almoços dos hotéis de cinco estrelas, como aquele onde Irina Profileva ressonava profundamente, a desperdiçar fôlego para o oboé necessário na “Música para fogos de artifício” que a Orquestra Filarmónica de Kiev tocaria no festival de Verão de Viena.
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Até dá vontade de ir para a choldra, mas afinal de contas na choldra já estamos nós
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E já agora, cumprimos perpétua
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"Depois de meses e meses de chuva cerrada, a Primavera, com uma persistência vegetal, secreta, conseguira vencer o manto húmido que pesava sobre a cidade. Nas últimas semanas, o ar estava ligeiro, aliviado, e era a Primavera, finalmente a Primavera, tal como ela costumava chegar a Lisboa depois de muitas hesitações e de muito trabalho para vencer as nuvens na costa. As pessoas mal dão por isso. Um belo dia sentem a necessidade de olhar o céu, vêem azul, um azul fino, alegre, e dizem: Já sei. - Depois descobrem as pombas do Rossio e as colinas pousadas diante do rio, cobertas de luz macia, feminina; descobrem uma nova expressão no andar das mulheres e um novo perfume - nelas e na cidade. E todos regressam mais tarde aos autocarros e a casa. É isso a Primavera: um novo sentido no olhar, uma nova velocidade. - Já sei - dizem as pessoas."
Esta é uma das brisas de "Lavagante", peça notável de José Cardoso Pires, resgatada às águas turvas do esquecimento por esse camaroeiro metódico e amigo - Nélson de Matos.Num tempo de escritinha piegas e comiserativa, de céus plúmbeos de vaidades, que bom é olhar para o céu azul, fino e alegre, e dizer - Já sei! É o velho Cardoso Pires. E bebemos o oitavo ou décimo, esquecendo os autocarros da vida.
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Hooje só apetece bye, bye, baby
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A propósito do cancelamento do concerto dos Tóquio Hotel, lembro-me de um hotel em Tóquio.
Sentado no balcão de um bar muito “Lost in Translation” já estendia a manápula de lavagante ao oitavo ou décimo Bushmills (segundo a tabuada de José Cardoso Pires) e graças a isso conseguia manter um animado conciliábulo com um executivo japonês, gordo e velho - o que é uma raridade, porque em Tóquio só se vêm japoneses novos, magros e a cair de bêbados depois do cair do Sol.
O japonês só falava japonês e os filmes do Kurosawa não me davam sustento para cavaqueira. Por isso usámos a língua mais internacional do mundo – o escocês, espécie de esperanto dos povos copofónicos, pontuado com gargalhadas como vírgulas e com brindes como parágrafos.
Ia no oitavo ou décimo brinde, já sem assunto e a dedicar uns planos de sabre Yakuza ao pianista-leninista, que na sua sonolência de zombie-relógio ia matraqueando o “New York, New York” pela oitava ou décima vez.

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"A guerra dos sexos não se pode vencer porque se confraterniza demasiado com o inimigo".
Por isso aderi ao novo Clube do Bolinha virtual, onde sete rapazes escrevem sobre a vida, o amor e o aquecimento global dos pézinhos numa noite fria de Inverno. O nome do exclusivo clube de meninos ingleses é pnethomem, e eu cozinho às quinta-feiras - dia de cozido à portuguesa. Os outros cozinheiros são o António Costa Santos, o António Eça de Queiroz, o Fernando Carvalho, o Manuel S. Fonseca, o Mauro Castro e o Paulo Simões Mendes.
Logo ali ao lado está o clube da Luluzinha, e temos escrita de artilharia pesada na pnetmulher com a minha ilustrissima comadre Rititi, a Teresa Castro, a Paula Capaz, a Ana Anes, a Marta Botelho, a Mónica Marques e a Sofia Vieira.
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