Bye bye baby
Hooje só apetece bye, bye, baby
Naufrágio na garrafinha em bar aberto à navegação
Hooje só apetece bye, bye, baby
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Rui Pelejão
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23:04
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A propósito do cancelamento do concerto dos Tóquio Hotel, lembro-me de um hotel em Tóquio.
Sentado no balcão de um bar muito “Lost in Translation” já estendia a manápula de lavagante ao oitavo ou décimo Bushmills (segundo a tabuada de José Cardoso Pires) e graças a isso conseguia manter um animado conciliábulo com um executivo japonês, gordo e velho - o que é uma raridade, porque em Tóquio só se vêm japoneses novos, magros e a cair de bêbados depois do cair do Sol.
O japonês só falava japonês e os filmes do Kurosawa não me davam sustento para cavaqueira. Por isso usámos a língua mais internacional do mundo – o escocês, espécie de esperanto dos povos copofónicos, pontuado com gargalhadas como vírgulas e com brindes como parágrafos.
Ia no oitavo ou décimo brinde, já sem assunto e a dedicar uns planos de sabre Yakuza ao pianista-leninista, que na sua sonolência de zombie-relógio ia matraqueando o “New York, New York” pela oitava ou décima vez.

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Rui Pelejão
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20:43
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"A guerra dos sexos não se pode vencer porque se confraterniza demasiado com o inimigo".
Por isso aderi ao novo Clube do Bolinha virtual, onde sete rapazes escrevem sobre a vida, o amor e o aquecimento global dos pézinhos numa noite fria de Inverno. O nome do exclusivo clube de meninos ingleses é pnethomem, e eu cozinho às quinta-feiras - dia de cozido à portuguesa. Os outros cozinheiros são o António Costa Santos, o António Eça de Queiroz, o Fernando Carvalho, o Manuel S. Fonseca, o Mauro Castro e o Paulo Simões Mendes.
Logo ali ao lado está o clube da Luluzinha, e temos escrita de artilharia pesada na pnetmulher com a minha ilustrissima comadre Rititi, a Teresa Castro, a Paula Capaz, a Ana Anes, a Marta Botelho, a Mónica Marques e a Sofia Vieira.
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Rui Pelejão
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O balcão do Vodka7 não é elitista nem esquecido. O balcão do vodka7 é pequenino e preguiçoso, mas gosta de coisinhas boas para ler, ouvir, ver e respirar. É por isso tempo de passar um paninho no balcão para lá pôr omissaoimpossivel (posto de escuta avançado do som da frente) e sem pénis nem inveja (desmentido freudiano com veneno docinho).
Lá estão em cima do balcão, que ficam muito bem.
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Rui Pelejão
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Labels: coisas boas
"Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação".
Marcel Proust
Eis uma boa divisa para usar à noite em Lisboa e partir em busca do tempo perdido.
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Labels: Proust
Parem o que estão a fazer, e vão olhar de forma diferente para o que estão a fazer.
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O Benfica cumpre 104 anos de vida, longos meses de mau futebol e anos de jejum.
Não vejo grandes motivos para comemorar.
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Rui Pelejão
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"Tropa de Elite" é o mais potente filme brasileiro desde a "Cidade de Deus". Potente é mesmo a palavra certa para o vencedor do Festival de Berlim.
Depois disto ver cinema português metido à besta, só dá é mesmo para "raparáparáparapá-ráparápará".
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Rui Pelejão
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Gelateria Marcelo, sapataria Patania, homem sentado, nº87, mulher loura de braços arqueados - produção própria, pistaccio
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Rui Pelejão
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«Cientistas suspeitam de existência de novo astro a 12 mil milhões de quilómetros da TerraCálculos teóricos baseados em simulações informáticas apontam para a existência de mais um planeta, o nono, nos confins do Sistema Solar, afirmam cientistas da Universidade de Kobe (oeste do Japão) hoje citados na imprensa nipónica. »
in SIC online
Depois da despromoção de Plutão da condição de planeta, por ter falsificado o passaporte, e afinal ser mas é um planeta anão, incapaz de criar um vazio na sua órbita; agora, o Sistema Solar pode afinal voltar a ter nove planetas com a papelada em dia. A confirmar-se a descoberta de um planeta longínquo, sugiro já um nome : "Pasárgada". E é para lá que eu vou, assim que houverem low costs intergalácticos. Levo só uma escova dos dentes, um pacote de bolachas com recheio de baunilha e um livrinho do Manuel da Bandeira, com o seguinte poema:
Vou-me Embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei
—Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Manuel Bandeira
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986,
So long sailor
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Vamos lá acender um cigarrito na clandestinidade que sempre tem outro sabor. Calma, amigo não fumador, não se pire já, quem não vem para aí mais um arrazoado sobre a liberdade individual, o totalitarismo sanitário, ou queixumes sobre o “soweto” a que este “apartheid” anti-tabágico nos remeteu.
Cá por mim, estimo que o meu caro amigo não fumador tenha uma vida longa, próspera e feliz, e que os seus pulmões pereçam em impecável estado de conservação na hora fatal de meter os pés para cova e dar repasto à minhocada.
Cá com o ginbras as minhocas correm risco de intoxicação – álcool, cigarros e molhanga à farta. Já no seu caso, caro amigo não fumador, será certamente uma refeição mais “light”, uma espécie de saladinha saudável, uma pitéu vegetariano para qualquer minhoca preocupada com calorias.
O que nos separa, agora e na hora da nossa morte, é que o meu amigo não fumador, morrerá cheio de saúde, eu cá não.
Mas isto não me parece motivo para não podermos ter uma coexistência pacífica – o meu amigo sem as baforadas “bioquímicas” dos meus Lucky Strikes, e eu sem ter de passar à clandestinidade, que tem pelo menos a vantagem de acossar a consciência entorpecida.
Qualquer fumador concorda com restrições ao fumo, apenas defende a criação de locais para fumadores em espaços públicos. Acha sinceramente que é pedir muito?
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Rui Pelejão
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Será que se pode conversar sobre alguma coisa neste país sem despoletar uma querela, sem inflamar o radicalismo, sem criar zaragatas, barafundas e “vendettas”? Bom senso, tolerância e pluralismo são mais raros do que um banqueiro cristão honesto neste reino da trafulhice organizada e do fanatismo sem rédeas.
O debate sobre o aborto, um tema que devia ser de consciência, descambou num escarcéu de feira. A localização do novo aeroporto, tema técnico-político, derivou numa berraria manipulatória que conduziu o balido do rebanho à tosquia certa, e os lobos esfaimados a exigirem cordeiros para a incineração (neste caso ministros) e terrenos para a construção. Agora, temos a ASAE e a lei do tabaco a dividir a opinião pública e publicada, como se estivéssemos à beira de uma guerra civil.
É uma doença mórbida que aflige e gangrena, é a clubite facciosa, que divide o mundo em preto e branco. Só há dois partidos em Portugal – a favor e contra.
E como é que se forma a opinião em Portugal? Regra geral por interesse próprio e mesquinho – no caso da lei do tabaco é flagrante – é contra quem fuma, é a favor quem não fuma. Noutros casos a opinião é moldada pelos media e os seus papagaios dilectos, que à força de tanto papaguearem evidências pouco evidentes nos convencem a “aderir” e a telefonar para o Praça Pública, ou escrever cartas para os jornais. Noutros casos, a opinião forma-se por mera embirração – o Sócrates é um arrogante – e pronto, já está! O Guterres era muito dialogante, e lixou-se; este é um orelhas moucas, e também se vai lixar.
Num país de broncos, néscios e intrujas, é admirável ver as mais insuspeitas vocações nascerem de geração espontânea – pode sem incompatibilidade ser-se especialista em embriologia, ornitologia, engenharia aeronáutica, pneumonologia, ares-condicionados, direito comunitário, colheres de pau e, claro, saber escalpelizar o losango do Paulo Bento com maior precisão do que um pente de risco ao meio. Tudo sem ter de passar além das gordas da “Bola” ou das patarequices do Professor Martelo.
Há em todo o português um opinion maker, um Rui Santos, aos saltinhos na gravata para ser escutado, respeitado, e sobretudo seguido na sua mundivisão.
Somos pobres, lemos pouco ou nada, mas temos uma riqueza mais inalienável do que as dunas do Litoral devoradas pelos PIN`s da ganância imobiliária.
Temos opinião sobre tudo e mais alguma coisa. Um povo assim tão esclarecido precisa de choque tecnológico para quê? Eu aliás sou contra dar computadores à borla aos putos para verem sites pornográficos na net? Mas que pouca vergonha!
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Rui Pelejão
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“Mas onde é que alguém já se viu ser maldito? Valha-nos Nossa Senhora. Gostar de ir parar à cadeia? Cruz credo! Encher o estômago com xaréus? Louvado seja Deus. (…) Vá de retro Satanás! Andar a pedir esmola? Deus l`acrescente.
Morte ao neofascismo que nos começa a pesar”. Ámen.”
Luiz Pacheco
Pouco se me dá rotular Luiz Pacheco como uma lata de salsichas – libertino, libertário, anarquista, abjeccionista, ou até, suinicultor de “uma orgia verborrágica que é própria da catilinária reles”, como sugeriu no “Expresso” João Pereira Coutinho, esse pedantantolas tótó que julga poder auscultar as doenças venéreas do mundo a partir das edições anotadas de Cambridge ou dos aforismos “dandys” e rabetas (ou panasca, se for politicamente mais correcto) de Oscar Wilde.
Quem não frequentou tascas, ovo cozido em sal, tintol a granel e nunca teve de cravar cinquenta paus para nada, é notoriamente manco da mais elementar cultura de humanidade - simples, bácora, e “catilinária-, estando impossibilitado de qualificar “obra literária”- que não é apenas o somatório de capítulos e de narrativa linear, como julga o incandescente plumitivo, que rezam as crónicas é da espécie auto-proclamada de provocadores que nos sobram neste atoleiros – a espécie de provocadores elegantes que faz furor entre yuppies analfabetos e liberalóides mal fodidas.
Uma frase bebedolas e “catilinária” de Luiz Pacheco contém uma humanidade mais feroz do que alguma vez esta fauna de criançolas bem na vida será capaz de produzir numa opus magnum de fabrico caseiro, burilada no permeio de uma garfada de risotto al funghi entre missionários do verbo concordar, ou nos seus seminários bolsistas-chupista de Cambridge onde se serve chá, Stuart Mill e caganças em forma de scones.
Para um “liberal” não está mal de ver.
O liberalismo esgota-se na soleira da negociata e do Estado, porque quando ao resto, terço na mão e Te Deum conservador na laringe.
A liberdade de um homem poder seguir o seu caminho, decidir o seu destino, essa de nada vale, se não cumprir o “cânone”, não for “elegante”,“sofisticado” ou excêntrico. Tecnicamente, o único provocador aceitável para JPC e comensais do risotto é o provocador “snob”.
O liberalismo, ou a liberdade de culto do individualismo parece exclusiva a essa casta educada. A liberdade vernácula, de tasca, essa já é cabotinismo.
Como diria Pacheco, e que tal umas deliciosas sandes de merda.
Mas sandes de merda é coisa que já não se serve nesta casa de pasto iofilizada em que se tornou Portugal.
Em Castelo Branco havia há uns anos um tasco que servia sandes de molho, com os resquícios da molhanga carnívora. A certas horas com o sobejo de trocos no bolso eram de estalo. Devidamente acompanhados por whisky à tampinha ou a olhómetro – sirva-me aí 100 escudos de whisky – e lá vinha o VAT 69 respingado com generosidade.
Isso era no tempo em que o Pacheco era vivo. Agora que vivemos no tempo dos Pereiras Coutinhos (os do capital e do barco de férias e os da escritinha cocker spanier- ladrar muito, morder nicles), já só há sandes plastificadas com rucola assexuada e salmão funcionário.
A tasca da serradura no chão e o papagaio asneirento, essas são lembradura coevas do tempo dos nossos avós. A serradura higiénica para absorver os entornances de tinto tremeliques “delirus tremens foi substituída por produtos de higiene – luvinhas de borracha, lixívias, super-pops. “Odeio este tempo detergente”, dizia Ruy Belo, e agora que o detergente se tornou uma arma de destruição maciça dos maus costumes?
E agora que sob os auspícios de sua eminência Sócrates, dos seus sacristãos Serrasqueiros, e da STASI armada do politicamente correcto (a ASAE) levamos este país para uma espécie de RDA de costumes.
Agora que andamos limpinhos, caladinhos e frequentamos mais ginásios de musculação do que tascas, e agora?
Agora, gostaria de convidar o sr. Sócrates, o Sr. Sarrasqueiro e o Sr.Nunes, o sheriff da ASAE de bigode à Wyatt Earp que tem como única qualidade apreciável o facto de fumar cigarrilhas e frequentar casinos (ainda há salvação para ele); gostava de os convidar a ir a um bairro operário para almoçar uma refeição económica a 5 euros – sopa, prato, sobremesa, café e com sorte um bagacito. E depois, em cavaqueira digestiva gostava de os ver perguntar ao tasqueiro de avental besuntado de fritos como é que ele consegue praticar aqueles preços. E depois, em alegre camaradagem operária (raios afinal somos ou não somos socialistas) perguntar ao brutamontes do macacão com nódoas de óleo, se ele não se importa do bife com ovo a cavalo não ter estagiado numa câmara frigorífica topo de gama, afinal o facto de levar para casa 500 euros por mês não é desculpa para ter de almoçar sem condições de higiene.
Já não me atrevia a convidar o Sr. Sócrates a vir ao seu distrito eleitoral, afinal tem um banquete com a sra. Ângela Merckl para discutir o futuro da Europa, mas o Sr. Serrasqueiro, que já foi deputado do distrito, aposto que arranja um tempinho para ir ver as velhas de Valverde fazer dois quilómetros a pé para irem comprar umas latas de atum e de feijões pequenos ao Carvalhal, já que os senhores de crachás e coletes à Balada de Hill Street fecharam todas as vendas imundas e conspurcadas de Valverde que há 30 anos vendiam desinterias, bactérias e intoxicações alimentares ao ignaro povo, sem que esta soltasse queixume.
Atrevia-me a um sonoro bardamerda, se não estivesse incerto das consequências nefastas que isso podia ter para a minha conta bancária se o desabafo chegasse às orelhinhas selectivas da sra. Edite Estrela e do juiz da ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social), dois burocratas a soldo do Governo mais orwelliano com que já tive oportunidade de privar.
Mas como isto é um mero ópusculo sem pretensões libertárias, talvez me escape de estagiar numa penitenciária correctiva, ainda por cima ao que tudo indica, parece que por lá, dar um caldo de heroína é possível. Fumar nem por isso.
Ora, estando eu preso, a fumar um cigarrito na minha cela, chegava o guarda e dizia – é expressamente proibido fumar! (não basta ser proibido, é preciso ser expressamente).Resposta previsível: – E o que é que o meu caro senhor se propõe fazer, talvez prender-me?
Melhor que isto só a personagem de João César Monteiro, o réu João de Deus, quando instigado pelo juiz de toga a levantar-se, respondeu laconicamente – levante-se você, seu filho da puta!
Mas nós cá neste rebanho só balimos quando somos nós as ovelhas negras, apontadas a dedo, tresmalhadas.
Quando toca aos outros, encolhemos os ombros com uma solidariedade falsa de ufa que alívio. Quando nos toca a nós, bufamos, escrevemos artigalhadas em blogues e nos jornais, coceamos, marramos, mas nos finalmente ficamos mais quietos do que um boi de estábulo à espera da manja ou do cutelo.
Somos uns valentões de garganta e uns cobardolas que nos levantamos com respeitinho, que tememos os bófias, os padrecos e os “ayatholas” do politicamente funesto. Somos, afinal uns mansos à espera que a manja chegue plastificada e desbacterizada antes do cutelo.
O país do Sr. Sócrates, paladino do défice e do choque tecnológico às custas do trabalho forçado dos nossos impostos é um país tão moderninho, asseado e limpinho. É um país de sapato italiano e peúga rota, que na sua pelintrice se arma ao pingarelho com o vanguardismo sanitário na lapela e o desemprego e a pobreza nos cueiros. Um país limpinho, onde se faz jogging na segunda circular a levar com os escapes venenosos, onde se come em restaurantes saudáveis a 15 euros – salada+batido+fruta tudo embrulhado em plástico-, e onde vamos, provavelmente morrer cheios de saúde e impolutos, aos 98 anos, em hospitais que já não há, em lares de entulho pré-morte e em excursões de turismo sénior às obras faraónicas do aeroporto de Alcochete.
Até dá gosto viver neste país limpinho, onde se gastam milhões com uma Entidade Reguladora da Comunicação Social, em aparatosas operações STOP de bófias de passa-montanhas e shot gun a vigiar esses criminosos automobilistas, em câmaras de televigilância em cada esquina, e numa agência de segurança alimentar.
Tudo isto num país onde quem vigia a liberdade de imprensa tem proporcionalmente mais meios do que vigia a corrupção. Tudo isto num país onde se passa fomeca e onde a única verdadeira agência de segurança alimentar se chama Banco Alimentar Contra a Fome. Tudo isto num país asseadinho na montra e badalhoco até dizer chega na manápula do poder.
O Baptista Bastos que tem bom nariz para a coisa, diz que anda para aí um cheirinho a fascismo. Eu cá por mim é um pivete que tresanda mais que a celulose de Vila Velha. O que vale é que vem aí o Carnaval, e pode ser que me vendem umas bombinhas mais potentes não confiscadas pela ASAE.
Ou isso, ou confiar na profecia do Conde de Abranhos e esperar “Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa".
PS: Era para publicar no JF, mas depois não foi porque não me apeteceu cortar, fica aqui, para o arquivinho
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Sempre achei a figura do juiz desembargador deliciosamente medieval, um artefacto de solene cagança à medida de Gil Vicente, a remeter para a justiça do pelourinho. Agora o que temos é justiça do colarinho branco e do punho de rendinhas. O juiz desembargador afinal não passa de um pequeno arlequim no grande psicodrama da Justiça, ou da ilusão dela.
Faltam pelourinhos para dependurar pelo baraço os colarinhos encardidos pela cupidez e pela corrupção.
Mas isso pouco importa nesta estrebaria mediática. Preferimos crucificar o director da PJ por este ter dito a verdade a propósito da precipitação da PJ no caso Maddie. Preferimos zurzir à bastonada o lombo do bastonário dos Advogados por este ter dito em voz alta a verdade sobre a corrupção em vez de a sussurrar em surdina. Preferimos o folclore. Merecemos o folclore e a trafulhice em que estamos imersos até ao pescoço. Este é o país-fantoche que se indigna com a sinceridade e se aferrolha nos silogismos e nas sofisticações de uma justiça e de um sistema judicial permeável ao poder ao dinheiro e aos interesses confortavelmente instalados. Este é o país onde Ferreira do Amaral se sente confortável na presidência de uma empresa que beneficiou de um acordo leonino assinado por ele enquanto ministro. Este é o país onde Pina Moura entende ética pela lei “strictu sensu”.
Este é, finalmente o país onde o Tribunal de Oeiras decidiu arquivar o processo contra Isaltino Morais devido às habituais artimanhas jurídicas, o mesmo Tribunal que condenou um trabalhador da construção civil a 75 dias de prisão (remissíveis em coima) por não ter pedido uma autorização ao Governo Civil para exercer o seu direito à manifestação.
Este é o país torto que jamais se endireita, enquanto o direito estiver ao serviço dos ricos, poderoso e das potestadades deste reino da trafulhice organizada.
Venha o pelourinho e o baraço.
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Labels: juiz; corrupção; justiça;
Bonjour!
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Labels: comboio; história; reportagem
Muito antes da febre nostálgica dos eites, eis os seventes.
Bem melhor
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Os coros de indignação com a polícia de costumes ASAE vão erguer-se com a notícia de que aquela bófia sanitária está a receber treino para-militar dos SWAP americanos.
Não entendo a indignação, afinal não tarda nada, os agentes da ASAE vão mesmo de ter de lidar com operações de motim e revolta popular, e saber como lidar com as pauladas, as pedradas e os cocktail molotov com que irão ser recebidos nas feiras e nos tascos deste país. Eu cá já estou a preparar armas biológicas, com bactérias, chatos e pulgas para combater este braço armado do Estado Politicamente Correcto.
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Labels: ASAE; bactérias; bófia
Confesso. Sou um cristão-novo. Converti-me aos princípios da nova religião cafeinómana, e ando agora a ler o livrinho da cataquese - Iniciação à Arte do Espresso. A nova religião vem em cápsulas, bebe-se em segredo em casa, como um vício privado, é um luxo acessível (como diz o Ricardo Paulouro), e bebe-se, como a melhor literatura. Sou, portanto um nespréssico novinho em folha. Brevemente poderei discutir com propriedade, as propriedades aromáticas das cápsulas.
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14:29
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"Mas onde é que já se viu alguém querer ser maldito? Valha-nos Nossa Senhora. Gostar de ir parar à cadeia? Cruz credo! Encher o estômago com xaréus? Louvado seja Deus. Adorar vestir calças e calçar sapatos dos outros?
Vá de retro Satanás! Andar a pedir esmola? Deus t`acrescente. - «Morte ao neo fascismo que nos começa a pesar.» Amén.
Os deputados da nação, que assinam a cuspo as leis malditas do neofascismo puritano-socialista, levantaram os seus pandeiros acomodados da cadeira e dedicaram um minuto de silêncio à memória de Luiz Pacheco. E, nem assim, o conseguiram calar.
As palavras de Pacheco são carraças a morder consciência, isto é, para quem a tem.
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14:20
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Labels: Luiz Pacheco; neofascismo
Ao que tudo indica 2008 já começou. Começo por fumar às escondidas e quanto ao resto, nada de novo na frente ocidental.
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A língua portuguesa deve ser manuseada com luvas de pelica, especialmente quando vertida nas páginas de um jornal, e ainda mais quando o tema da reportagem é a morte, ou antes, os mortos. O meu querido Jornal do Fundão que habitualmente trata a língua com elegância, desta vez presta-se à mais refinada chacota, digna de "A Birra do Morto" de Vicente Sanches. A começar pelo título, eis um verdadeiro gag necrófilo:
«Mortos "tratados" para ficarem bonitos
Realizar funerais é quase o dia-a-dia das agências. Prestar todos os serviços e apoio às famílias para que estas tenham o mínimo de preocupação num momento de dor, é um dos trabalhos realizados por estes profissionais. Mas actualmente importa dar a um morto o seu aspecto natural é isso começa a ser possível também na Covilhã.»
Portanto se quiser conservar o seu aspecto natural de morto, vá morrer à Covilhã.
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Rui Pelejão
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16:04
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Portugal pode ter o ordenado mínimo mais mínimo de toda a Europa para cá da antiga cortina de ferro, mas em muitos aspectos é uma nação civilizada e até cosmopolita. Temos por exemplo uma agência de segurança alimentar que quer banir os fritos e as bolas de berlim e também temos uma nova tradição - os jantares de Natal das empresas. Seguimos o modelo americano à risca, excepto na parte do sexo pós-festa de Natal, que desconfio, é o grande segredo do sucesso das jantaradas natalícias na América.
Desinibidos, os colegas de trabalho que flirtam envergonhadamente durante o ano, libertam-se em danças insinuantes e whiskys a transbordar de lascívia, mas nós por cá, raramente cruzamos a linha divisória entre os desejos reprimidos e as consequências "perniciosas" do dia seguinte, em qualquer excesso ou investida da véspera é tratado com chispa moralizante pelos nossos coleguinhas.
É por isso que encaro com muita tranquilidade o convite para o jantar de Natal do grupo Impresa, onde sou operário têxtil, marcado para hoje no Casino do Estoril.
O cosmopolita, refinado e fashion grupo de imprensa, capitaneado por Francisco Pinto Balsemão escolheu o Casino do Estoril para, embalados pelas baladas de Armando Gama, nos confortar e nos despertar sentimentos de "pertença".
Por isso, lá estarei com um fatinho coçado casual chique - conforme recomendado no convite - a derrubar com eficácia whiskys de má índole, a escutar atentamente a cancção vencedora do Festival da Canção de 1983, e a fazer todos os possíveis para não lançar olhares conspícuos às minhas colegas de trabalho, pelo menos não mais do que lhes dedico durante o ano lectivo.
É muito reconfortante pertencer a uma Nação civilizada, casual chique, sobretudo com whisky à farta, para este modesto operário têxtil com proventos mensais equiparáveis ao ordenado mínimo do Luxemburgo.
Bom Natal
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Rui Pelejão
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Alexandre Fichet era um homem de engenho. Na escola, sempre que se avariava algo, os colegas costumavam dizer «o Alexandre arranja (fiche)». Em adulto, Fichet tornou-se um homem circunspecto por causa de um desgosto amoroso. Uma corista de vaudeville preterira o seu amor em favor de um cocheiro matulão e felpudo que tinha por hábito escarrar virulentamente nos passeios.
Despeitado, Fichet dedicou-se energicamente ao seu trabalho, esperando construir fortuna com que pudesse humilhar a sua amada. Como a sua especialidade era a serralharia, empenhou-se em aprofundar a tecnologia das fechaduras, elevando-a a um nível de perfeição tal, que foi convidado pelo Barão de Rotschild para conceber uma fechadura capaz de trancar e preservar de interesse alheio e de desastres naturais a sua vasta colecção de lingotes de ouro e de figurinhas com dançarinas nuas.
Fichet fechou-se dias e noites na sua oficina e criou o primeiro cofre à prova de fogo e de roubo. Orgulhoso da sua criação, Fichet, que tinha por defeito profissional espreitar pelas fechaduras, fechou-se no cofre. Mas, inadvertidamente, esquecera-se de criar uma combinação que o abrisse. Após o misterioso desaparecimento de Fichet, o Barão de Rotschild tomou posse da sua encomenda e mandou instalar o cofre na adega do seu palácio, num local resguardado de olhares conspícuos, junto a uma colheita de Bordéus de boa cepa.
Ironia amarga, é que aquele era o local preciso onde o seu cocheiro costumava levar uma certa corista de vaudeville para práticas sodomitas sobre as pipas de xerez, enquanto o pobre Fichet espreitava pelo buraco da fechadura do seu cofre, à prova de fogo, de roubo e de som.
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Rui Pelejão
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O ministro sinistro descalçou os impecáveis peúgos e afagou com estima o joanete, seu inseparável companheiro de muitas lutas partidárias.
Depois fez a sua habitual ginástica diária aos dedos dos pés com que costumava espezinhar e esmagar os adversários políticos.
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Rui Pelejão
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Eis uma boa forma de combater o aquecimento global e ao mesmo tempo manter as maminhas quentinhas. A Triumph acabou de lançar no japão o primeiro sutiã aquecido cujas vendas vão também contribuir para reduzir o aquecimento global. O novo sutiã tem um enchimento feito à base de gel que pode ser facilmente aquecido no microondas ou com uma garrafa de água quente.
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Rui Pelejão
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Foi hoje leiloado na Christie`s o Ovo Rotschild da autoria do ourives Fabergé. O ovo foi arrebatada por 12,5 milhões de euros o que o torna o relógio mais caro do mundo. De qualquer forma, um ovo de 12 milhões, daria certamente uma rica omelete.
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Rui Pelejão
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20:38
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Desatento à sociedade de informação, o V7 passa a ter um serviço noticioso, tipo francepress, com a particularidade das notícias de V7 não terem rigorosamente interesse nenhum, a não ser para gente geralmente bem desinformada. Como é o meu caso.
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Rui Pelejão
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20:38
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De punho ameaçador no ar o líder invectivou as massas que se acotovelavam no Comício. As massas bramiam, prontas para o combate político. Entusiasmado, o líder desferiu um golpe no ar e deu um estrondoso murro na mesa da oratória. Ouviu-se um agudo ai de dor, assim que o púlpito se partiu na cabeça do seu adjunto, que de cócoras lhe servia o discurso em livro de ponto.
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Rui Pelejão
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20:46
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Afinal havia outra, a fabulosa Cyd Charrise, o melhor par de Fred Astaire (delicioso Silk Stockings), que arruma qualquer Ginger Rogers a um canto.
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Rui Pelejão
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20:14
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