10/02/2005

Associações recreativas, desportivas e ONG`s juntam-se ao burro, porque o burro sabe-a toda!


"A sueca é património da humanidade. Com o burro na câmara, ninguém precisa de jogar com a manca. Se acha que só lhe saem duques e cenas tristes, vote burro!"
Associação para a Defesa e Promoção da Sueca





"Com o burro é sempre a empinar."
Rolando Fagote, membro da Orquestra de Empinadores de Cerveja do Parque das Nações






"Queremos escolher os coveiros dos Prazeres!"
Associação Donas de Casa Góticas Desesperadas de Campo de Ourique





"Queremos direitos iguais às donas de casa americanas. Exigimos ter uma palavra na escolha dos homens do lixo da cidade."
Dona Magda Almeida, directora da Associação de Donas de Casa Desesperadas do Beato






"Matraquilhos no Cristo-Rei, já! O burro é que sabe."
Jogadores de matraquilhos do Majong, artistas de novelas nas horas vagas, que são muitas





"Burro na câmara, cultura na mesa. Voto Burro por uma cultura à flor da pele em Lisboa".
Luta Moura Guedes, presidente do núcleo - Experimenta pode ser que gostes -da Associação de Culturismo Betas de Xabregas






"O dominó a modalidade Olímpica, e o burro à presidência para finalmente termos um pavilhão com ar-condicionado, bancos aquecidos e tinto do Cartaxo."
Dominó Dominatrix - Comissão para a Erradicação do Dominó dos Bancos de Jardim





"Nós somos pró-burro, porque o burro é solidário com os problemas do ping-pong na sala de jantar. Na terceira idade temos direito a uma rede nova, por isso contamos com o burro."
Secção senior de Ping-Pong da Casa do Artista





"Nós votamos burro para ver se não temos de ficar na bicha e entramos na Capital à borla. "
Associação dos Utilizadores Contra as Portagens Virtuais na Capital Sábado à noite

9/29/2005

Um burro com carácter não se mede aos caracteres

Neste momento solene - entra o hino - (heróis do mar, nobre povo), tenho a dizer a todos os lisboetas e suburbanos (palmas), que a cidadania está viva na cidade da Reboleira (nação valente), no bastião da liberdade do convento de Odivelas (e imortal), nas casas de putas falidas do Cais Sodré (levantai hoje de novo), no Forum Picoas (o esplendor de Portugal), nas cervejarias da Almirante Reis (entre as brumas), nas paragens de táxis do Intendente (da memória), no Lux sábado à noite (ó pátria ouve-se a Voz), nos autocarros de velhotes para o cemitério dos Prazeres (dos teus egrégios avós), nas bichas da IC19 (contra os canhões), no Campo Pequeno (marchar, marchar) e em todos os becos e vielas da Olisipo (palmas e crianças abanam bandeirinhas). neste momento solene, um burro avança solitário para ser burro de alter-nativa democrática, com uma candidatura para dar uma patada no poder.





Num país onde toda a gente se senta, um burro põe-se em pé (sirenes, banda filarmónica dos Anjos toca em fanfarra, pin-ups dançam no palco com mamas mais ou menos ao léu, uma delas parece a Janet jackson do Bairro da Boavista).

E agora o meu programa político para mudar Lisboa do mapa, em 26 ideias simples e com menos de 10000 caracteres. Assim que chegar à Câmara Muncicipal de Lisboa fvou fazer o seguinte:

1º Mandar instalar um bar como deve ser no meu gabinete e colocar uma hidromassagem assistida pela vereadora das massagens no WC Pato. A vereadora das massagens será Ética (brasileira ilegal, filiada no PT de Lula e funcionária superior da Associação Elefante Branco)

2º Liberalizar o comércio de drogas leves na Rua dos Bacalhoeiros, e a prostituição no Largo do Cemitério dos Prazeres. Rebaptizar ambas as zonas como Little Amsterdam.

3º Reduzir em 99 por cento o trânsito de pesados na baixa, e em 98 por cento o de ligeiros na alta. Criar uma rede de transportes alternativos com carroças e juntas de bois, com dejectos reciclados em bioenergia para vender aos espanhóis.

4º Fazer renascer a Feira Popular e classificar o combóio fantasma como património da Unesco. Algodão doce à borla para todos os munícipes.

5º Levar os velhos de Lisboa todos os verões de TGV numa mega-excursão a Torremolinos com visitas guiadas do Goucha e da Fátima Lopes.

6º Trazer as hordas das espanholas solteiras para fazerem germinação cultural e coach surfing nos sofás de todos os solteiros de Lisboa.

7º Convidar George Constanza para palestras no Corte Inglês e a extraditar a Maria Teresa Horta para o Irão.

8º Colocar Lisboa no Guiness com o maior arroz de pombo do mundo, num grande evento em que todos os caçadores do país são convidados para um fim-de-semana em lisboa com tudo pago. No fim do arroz de pombo, os caçadores são obrigados a atravessar o Tejo a nado, o último a morrer ganha uma pastilha rennie oferecida pela Associação dos Amigos do Cristo Rei.

9º Fazer uma estátua na margem em frente do Cristo-Rei com o busto de Badaró, só que maior, e com elevador-teleférico para a Esplanada da Graça, conduzido pelo Dr. João Soares, com farda e tudo.

10º Proibir os telemóveis nos jardins e o cócó dos cães nos passeios.

11º Obrigar os deputados a lamber todos os dias as escadarias do Palácio de S. Bento, a bem da diversificação da sua dieta lambona - é que lamber botas todos os dias faz mal ao estômago.

12º Nomear Merche Romero Primeira Dama, com direito a Bentley Flying Spur.

13º Revolucionar a toponímia lisboeta, imortalizando os grandes vultos da cidade. Exemplo: A Avenida da Liberdade passaria a chamar-se Avenida Moita Flores, a Praça da Figueira, passaria a ser a Praça da Isabel Figueira (aliás já convidada para segunda dama);o parque Eduardo Sétimo passaria a chamar-se Parque Pedroso, e a Avenida 24 de Julho, passaria a ser Avenida Vitor Espadinha.

14º Reposição do stock de prostitutas no Parque de Monsanto, que se passaria a chamar Parque Engenheiro Seja Veloso e incluiria um Centro de Alto Treino Para a Tortura de Golfistas, uma zona de lazer para as famílias lisboetas atirarem bolas de golfe à cabeça de golfistas.

15º Reabilitação das tascas de Lisboa, e proibição de bares de design (pintados de verde alface e cor de laranja), de restaurantes vegetarianos e também de casas de sumos e de saladas.

16º Cursos de formação para taxistas, especialmente em línguas e boas maneiras. Todos os taxistas são obrigados a falar apenas em malaio ou esperanto com os seus clientes, a servir chá correctamente e a terem os scones sempre quentinhos.

17ª Fazer uma ponte pedonal na Betesga, e uma rotunda com um chafariz em forma de falo ao fundo da Calçada do Combro.

18º Fazer uma programa de corridas de automóveis nas avenidas Novas, à semelhança do que o Rui Rio fez no Porto e convidar os melhores pilotos do mundo para um vasto programa: Assim, na corrida de camiões do lixo, piloto convidado Fernando Alonso. Na corrida de carrinhas funerárias, correndo pela equipa da Agência Magno - Michael Schumacher, e na corrida de camionetes da distribuição de congelados - Sebastien Loeb

19º Fomentar a prática do desporto, especialmente matraquilhos, dominó e bisca lambida

20º Obrigar os retaurantes de Lisboa a servir batatas fritas não congeladas (uma aspiração antiga), sob risco de perca de licença.

21º Substituir as marchas populares por desfiles sado-masoch, fetichistas, e vá lá, gayzolas para ver se saco uns votos ao Lobby.

22º Organizar todos os domingos touradas com personalidades do jet-set português, no Campo Pequeno. Para o primeiro domingo os forcados amadores são Lili Caneças, Miguel Ângelo dos Delfins, Elsa Raposo e metade do elenco dos Morangos com Açucar. Da parte dos touros, a ganadaria de Dr. Vitorino Salésias da Chamusca.

23º Banir a RFM e afogar em éter o sr. Pedro Tojal

24º Nomear o homem que faz adeus na rotunda do Saldanha, embaixador para a boa vontade de Lisboa e dar-lhe uma pensão choruda a mielas com o Luís Pacheco.

25º Dar incentivos fiscais para a prática de sexo discreto em locais públicos, estimulando a imagem de Lisboa como cidade de amor livre, ideal como destino para os entusiastas do swing, do fox-trot e da salsa e merengue.


Amor livre e Lisboa como capital do Swing e do cha-cha-cha



26º Tratar bem as boas pessoas, e tratar mal as más pessoas.



Este é o programa político que vou aplicar em Lisboa, assim que tiver direito à reforma de autarca. Para atingir este objectivo sou mais do que eu ao leme, é uma vasta equipa de Altos Comissários que desvendarei nos próximos dias e que me vão ajudar a mudar Lisboa do Mapa.

Patada no poder já, porque mais vale um burro em pé, do que os outros sentados.

Assinado
Burro Lúcio, candidato à CM de Lisboa, e depois à Presidência da República Portuguesa

9/22/2005

Miguel, um novo mundo para ti

O Vodka7 interrompe a programação dedicada ao burro.

Hoje nasceu o Miguel. Começa para ele hoja a aventura no admirável mundo novo. Gostamos muito de cá te ter Miguel e esperamos que te divirtas, sejas feliz, e faças as outras pessoas felizes. Estamos felizes com a felicidade do Vitor e da Carla, que hoje começam também uma nova aventura de felicidade.
Sabes Miguel, este pode não ser o melhor dos mundos, mas quando nasce um bébé, passamos sempre a olhar para o mundo com outros olhos e a dar importância às coisas verdadeiramente importantes da vida, como tu. Beijinhos para ti e para os paizinhos.

As felicitações podem ser entregues ao baboso pai Vítor Matos em através dos espelhos

UMA PATADA NO PODER - VOTA BURRO


...Por hoje chegou ao fim o tempo de antena, mas a candidatura do burro, aceita contribuições líquidas (whsky, vodka ou vinho), apoios financeiros e até imagens pornográficas e slogans de novos apoiantes em :

votaburro@hotmail.com

Patada no poder já!

White Horse Vota Burro


"Com o burro na Câmara, tenho a certeza que não passo de cavalo para burro".
Cavalo Branco do Gay Cooper, director-executivo da Associação Equídeos Auto-Mobilizados

Tó Híbrido Vota Burro


"Ao preço que anda o gasóil, o melhor é votar burro, que é sempre a bombar".
Tó Híbrido, autor do best-seller eco-alcóolico "Se os carros bebessem menos, nós podíamos beber mais", presidente honorário da 4A (Associação dos Alcóolicos Anónimos Arrependidos)

Cléo Vota Burro


"Eu voto burro, porque ele sabe que só há uma boa razão para uma mulher se pôr de joelhos".
Cleopatra T. Horta, Alta Comissária para a Banição da Blogospfera de Piadas Machistas

Paulo e Beta Votam Burro


"Nós votamos burro, porque de momento não temos nada melhor para fazer na cama".
Beta Zinco-Quente, Directora da Associação Esvaziar os Colchões no Verão

Nélson Vamp Vota Burro


"Voto Burro, porque estou enjoado de sugar até ao tusto".
Vogal da Comissão de trabalhadores do 3º Bairro Fiscal do Restelo

Sidónio Sineta Vota Burro


"Eu voto burro para não voltar a andar de trombas".
*Sidónio Sineta, Pressidente da Asssociação dos Elefantes Tocadores de Sineta do Jardim Zoológico de Lisboa

J. Galileia apoia o Burro


"Eu voto burro, porque burro é de confiança. Levou-me a Meca e não me cobrou bilhete de ida e volta."


*J. da Galileia, Presidente da Associação dos pescadores de almas do Mar Morto

TEMPO DE ANTENA DO BURRO

Ao abrigo de uma resolução da alta autoridade para a pesca à linha na Quarteira, o Vodka7, que é democrata, mas ainda não é uma democracia, passará a transmitir em tempo de antena, a campanha eleitoral do Burro Lúcio à CM de Lisboa.
Como tal, o espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade dos irresponsáveis.

Assinado
A direcção editorial de Vodka7,
da qual não fazem parte Artur Portela Filho, nem Pai, nem Espírito Santo, Octávio Machado, Joaquim Letria, Luis Osório, Francisco José Viegas, Manuel Cajuda, Anabela Mota Ribeiro, nem sequer o Júlio Isidro ou a Mituxa Jardim.

Um pequeno coice para o burro... um grande passo para a humanidade



VOTA BURRO, OH YE-YE!


Olaré. Hoje não me parece mau dia. Não tá de chuva, nem hà Liga dos Campeões, e já não leio o Público vai para mais de 20 dias, por isso não sei se o Vasco Pulido Valente ainda anda azedo, nem se o Zé Manel Fernandes já acordou do transe hipnótico que a CIA lhe lançou. Para maus olhados, o meu primo Inácio é que a sabia toda. Era vesgo que nem um trombone de varas (não é o da Caixa de aposentações para políticos medíocres e nunca houve mal que lhe chegasse). Morreu de velho e desembuxado.
Portanto, a quantos estamos ... deixa lá ver, o Benfica jogou no Domingo, o Esquadrão Gay foi ontem, e a manifestação dos skinheads com barbichas de profetas maometanos foi onteontem, por isso pelas minhas contas, hoje deve ser ...hmmmmm, hmmmm. Bem, hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas.
Hoje é o dia em que acaba a política da burrice e começa a Política do Burro. É hoje que finalmente desfaço o tabu, e anuncio a minha dupla candidatura - primeiro à Câmara Municipal de Lisboa, e quer ganha quer perca, depois à Presideência da República portuguesa. A única promessa que faço aos meus compatriotas e a todos os burros do mundo é que estou determinado em acumular funções e, obviamente regalias e ordenados, mesmo que seja derrotado. Porque como dizia o meu avô Eustáquio - Albarde-se o Burro à vontade do dono, e mais vale perder a dobrar que não jogar.

Na sexta-feira, vou dar o primeiro comício no Bairro Alto, no Naperon - o novo bar do Hernâni - que é o meu novo Alto Comissário para a liberalização dos horários dos bares, discotecas e afins. O "Naperon" é a minha sede oficial de campanha, e todos os meus apoiantes podem lá ir pagar-me um copo e ouvir as minhas teses para Portugal e os meus 3 mil caracteres de ideias para Lisboa.

Nesse comício apresentarei também a minha lista de apoiantes e o tesoureiro da campanha, o meu amigo e fiel companheiro Bácoro da Silva iniciará a recolha de fundos para a campanha. Todos os doadores serão amplamente compensados assim que eu for eleito, porque eu acredito na transparência dos lobbys.

Já sabe sexta-feira, não falte à 0.00h, o dia em que um burro vai começar a mudar Portugal.

"Vota burro, que o burro bota pra quebrar"

Lúcio Burro


A Folia aqui chegou
Santos Reis vem visitar
Tá pedindo a sua esmola
Veja lá o que pode dar

9/19/2005

Fátima Campos Foleira entrevista o burro

O burro está de quarentena. Problemas gástricos impedem-no de tomar parte na efervescente campanha eleitora. Acamado, o burro lê Manual dos Inquisidores e a colecção completa do urso Paddington. Para o burro, o tabu continua em pé. Vodka7 chegou à fala com a ilustre personagem em cura prolongada nas Termas de Monfortinho.
Um trabalho da jornalista Fátima Campos Foleira, em rigoroso exclusivo nacional





Fátima Campos Foleira- O seu desaparecimento faz parte de uma estratégia política, para criar um facto mediático?
Burro Lúcio - Até podia, mas não. Desapareci por causa do mau cheiro.

FCF - Certamente originado pelos seus problemas gástricos?
BL - Não, nada disso pá. Isso agora está controlado a clijsters

FCF- O rumor que tem um caso com a tenista belga confirma-se?
BL- Não, não se confirma nem se desmente. Posso-lhe dizer que nunca estive em Flushing Meadows e que no ténis só conheço o Bjon Borgas, muito meu amigo, esse ganda maluco.

FCF- Bem vamos por partes.
BL- Parece-me boa ideia. Quem é o primeiro a servir?

FCF- A servir o quê?
BL - Ora então um bacalhauzinho à Zé do Pipo, que os grelhados das termas já me andam a dar a volta aos intestinos.

FCF - Confirma-se então que está a fazer uma cura de desintoxicação?
BL- Ora essa, claro que não, só aqui estou por causa do mau cheiro

FCF- Mas qual, o da celulose de Vila Velha de Rodão?
BL- Não, o cheiro nauseabundo da política nacional

FCF - Ah, esse, nunca tinha reparado...
BL- Pois eu já, o hálito dos políticos anda que até tresanda, e eu preciso de preparar o estômago para as batalhas eleitorais que se avizinham

FCF - Isso quer dizer que mantém de pé a sua candidatura à CM de Lisboa?
BL - Isso é assunto tabu, por agora estou preocupado com a próxima partida de burro em pé com o Vitorino das Termas

FCF - Mas as eleições são daqui a duas semanas!
BL- Ah são!? Mas a jogatana com o Vitorino é já amanhã.

FCF - Quando espera então anunciar a sua candidatura
BL- Nunca antes das autárquicas para não baralhar, talvez no dia 8 de Outubro diga alguma coisa

FCF - Mas esse é o dia das eleições, não acha que é tarde demais?
BL- Nunca é tarde para tratar do mau hálito. Além disso conto com o efeito surpresa

FCF - Mas nem sequer tem programa eleitoral
BL- Parece que não sou o único, além disso raramente minto.

FCF- Está a chamar mentirosos aos seus adversários?
BL - Não, talvez um bocadinho aldrabões, especialmente um.


FCF - Qual?
BL- Agora não me vem à cabeça o nome. É aquele que tem o nariz parecido com o do Júlio Isidro, um penteado estilo permanente, uns olhinhos de coruja. Aquele que tem aquele tique nervoso parecido com o Tony Soprano, torce o pescoço todo quando está a mentir ou à espera da sua vez de zurrar.

FCF- Mas os burros é que zurram
BL- Isso não está cientificamente provado, acho que esse tal tipo das gritarias zurra perfeitamente. Tinha um primo na Idanha-a-Velha que zurrava tal e qual esse sócio.

FCF- Mas esse é mais mentiroso que os outros?
BL- É mais descarado. No outro dia vi o debate com aquele outro tipo com ar de maluco das motas, e o gajo não lhe apertou a mão.

FCF- Mas isso faz dele um aldrabão?
BL- Faz, claro, se a seguir uma colega sua lhe pergunta em directo porque é que não apertou a mão ao outro candidato, e o tipo tem a distinta lata de dizer - Não o vi, mas o que interessa são as ideias. Depois mudou a k7 e já dizia que quem não se sente não é filho de boa gente. Todos sabemos que os políticos mentem com todos os dentes, mas desta vez foi uma mentira cabeluda e em directo. Só tenho pena que ninguém tenha falado nisso.

FCF- E quanto á sua candidatura, é para valer?
BL- Claro que é para valer

FCF- Então porque não aceitou os convites para os debates da Sic-Notícias?
BL- Porque já me tinha comprometido a ir ao seu, ao Prós e Contras

FCF- E sempre vai
BL- Só se isto me passar

FCF- O quê?
BL- Os gases

(um som borbulhante emana das entranhas do burro deixando a sopeira mais famosa do jornalismo português com uma côr próxima das couves)

FCF - bfffffffffff, que pivete!
BL- A menina já devia estar habituada

FCF- A quê?
BL- Ao hálito dos políticos portugueses.

8/17/2005

O tabu do burro

Apesar dos insistentes contactos das estagiárias de mini-saia que compõem a redacção do Vodka7 durante o Verão, foi até ao momento impossível confirmar a notícia de que o Burro Lúcio se prepara para assumir uma dupla candidatura - em primeiro à CM de Lisboa e depois à Presidência da República. A hipótese foi avançada por um frango de aviário de Leiria, que na reunião concelhia da Capoeira, definiu a estratégia da Frente Galinácea Nacional, para as próximas batalhas eleitorais. O burro Lúcio, líder do movimento asinino ibérico, seria a escolha natural para encabeçar uma vaga de fundo das ONG`s do reino animal. Para já, o circulo mais próximo do burro Lúcio mantém um prudente silêncio, alimentando um tabu que permita gerar um vagalhão social. essa parece ser a estratégia definida por Bácoro da Silva, o porco-estratega, uma espécie de Kissinger do Burro Lúcio, adepto da realpolitik e de uma boa salada de nabos com melancia. Para o zóólogo-político Pacheco Zebreira, esta estratégia de tomada de poder vem nos livros, especialmente numa versão ilustrada de Animal`s Farm de George Orwell, que se sabe ser a cartilha de Bácoro da Silva, o grande ideólogo da coisa. Sabe-se que o Burro Lúcio se encontra neste momento na Dalmácia, gozando um curto e merecido período de férias, depois de ter estado em África, num encontro de Camelos e Dromedários não alinhados em Tunes.
De acordo com o nosso correspondente diplomático nos balcãs, Vlad Moskowskaia, o burro Lúcio vai aproveitar as férias para cobrir umas belas burras da Dalmácia, conhecidas pelos seus roliços flancos, e simultaneamente manter contactos com Zlad Burrokov, o histórico líder da truculenta Liga Nacional dos Burros da Dalmácia, conhecidos pelo seu papel fracturante no conflito servo-croata. A ideia, ao que tudo indica, é criar uma Internacional Asinina, à semelhança do que acontece com a Socialista, para refundar o pensamento ideológico do Ociedente, e tomar o poder nos países eslavos. Para a semana o Burro Lúcio, regressa a Lisboa, devendo finalmente desfazer o tabu, antes que os outros o façam primeiro. A próxima crónica de Burro Lúcio é também para a semana, a não perder em Vodka7.

7/23/2005

Asnotícia de última hora

O piquete de Verão do Vodka7 apurou junto de fontes bem informadas que Lúcio Burro, nosso insigne colunista, está a preparar uma candidatura de última hora à Câmara Municipal de Lisboa. De acordo com Bácoro da Silva, seu compagnon de route e provável mandatário da candidatura "Chega de fardos de palha!", o Burro Lúcio já aprendeu a contar os caracteres num documento de word, e prepara-se para lançar um porradão de bytes de ideias para Lisboa, "Neste momento estamos com dúvidas se os espaços também se contam na soma total de caracteres, por isso encomendamos um parecer à associação dos cantoneiros-livres de Campo de Ourique, para saber com o que podemos contar numa batalha política que se afigura dura de roer.", explicou Bácoro da Silva à nossa reportagem. Confrontado com a hipótese de lançar a sua candidatura com mais caracteres que outros candidatos o Burro Lúcio confessou "De momento não me ocorre ideia nenhuma. Mas estou certo que isso passa. O que eu sei dizer é gaba-te cesto que amanhã é vindima. Só isso", foram estas as enigmáticas palavras de Lúcio, que serão escalpelizadas no próximo Expresso da Meia Noite, em que Ricardo Costa e Nicolau Santos terão como convidados uma cabeleirieira ucraniana especialista em cestosm, um vitivinicultor especialista em vindimas, uma mulher a dias especialista em zoologia asinina e também uma quiromante magrebina que participa nas conversas da Arrábida.

Coice de Mula - Por Lúcio Burro

Linda amiga, esta melancia que te dou!



Já desconfiava, agora tenho a certeza. Tenho mais um dom, o da premonição. Tive a confirmação hoje. Primeiro, adivinhei que o euromilhões não ia saír a ninguém. Já dizia o padre Martinho, campeão olímpico do dominó e medalha de prata da bisca lambida nos jogos panamericanos, que só não sai a quem não joga. As beatas fazem fé, e estouram a reformazinha nas melancias do jackpoto do Estoril. Mas dizia eu, que adivinho coisas, como o Nostradamus, aquele da catedral do corcunda, acho eu.
Bem isso agora não vem ao caso, que a pintura nuca foi o meu forte.



A não ser a surrealista daquele senhor que está em Madrid nas revistas da Hola, e que não é o Vasco Lourinho, é aquele outro que é Pinto, e é Coelho ao mesmo tempo. Que coisa, era o mesmo que eu me chamar Burro Pintassilgo.
Madrid é um calor dos diabos, é por isso que eu gosto de ir pastar para o Prado a ver as meninas de Velásquez de mini-saia e tótós.
Por falar em tótós, a segunda coisa é que adivinhei que o Campos Pumba! Se bem se alembram na minha teoria de finanças públicas - Tomo I - "O enriquecimento misterioso dos vendedores de bolas de Berlim" já me candidatava à Fazenda.
Foi só botar a boca no trombone de varas, e o Campos Pumba, ao menos agora já pode gozar a reforma descansado.

O governo também está todo contente porque já pode ficar a brincar aos combóios e aos aviões sem medo de levar reguadas.
Pronto, queria isto dizer que estamos na mesma como a lesma. Bem, esta não foi uma boa imagem, porque a lesma é premonitória de chuva (as lesmas também têm um dom). E como não há maneira de chover, estamos é mais como a melancia - verdes por fora e vermelhas por dentro.



Sempre gostei de melancias, sobretudo de me babar com aquela aguaça doce do coração e ficar todo melaço. Isso só é mau porque atrai as moscas, e as moscas já se sabe, são panascas com temperaturas acima dos 30 graus Celsius - por sinal o Celsius é meu amigo lá de Roma, era o responsável por ferver o chá para as amantes do Nero.

Por falar em Nero, metade do país está à arder, e a outra metade está na praia, é como um país melancia cortado em duas metades. O Ulrich, não é o da Volta à França, é o do banco que é da Fernanda Serrano, disse que devíamos dar 10 por cento do nosso ordenado ao Governo para salvar Portugal, e acusou o país de estar todo na praia a bronzear-se enquanto a economia continua a arder.

Mas é mentira, o que está a arder é a floresta. A metade que está na praia já nem está de tanga. Agora é o fio dental. Pelo menos poupamos em tecido, mas assim não damos trabalho aos têxteis portugueses, afinal quem é quer usar colchas com este calor, e as colchas de Xangai são bem mais frescas que as dos Escalos de Cima.

Ah, já me esquecia de vos explicar porque é que as moscas são paneleiras acima dos 30º Uma experiência realizada em um instituto de pesquisa da Califórnia, nos Estados Unidos, fez uma mudança genética nas moscas drosófilas para verificar o seu comportamento quando estas ficassem mais sensíveis ao calor. O chefe da pesquisa, Toshiro Kitamoto, do Instituto de Pesquisa Beckman verificou que com a mudança genética, os machos da linhagem começaram a cortejar outros machos da espécie quando a temperatura atingia os 30 graus Celsius, e sob temperaturas menores, voltavam a ter um comportamento heterossexual.

Kitamoto disse que não é possível, a partir desta experiência, fazer uma suposição sobre o comportamento das moscas, por que a comunidade científica não tem um conhecimento aprofundado sobre o assunto. Cá por mim, este Kitamoto dava um bom Ministro das Finanças, ao menos assume que não tem certezas. É pena já estar ocupado a ser marca de shampô.

Mas não pensem que tenho alguma coisa contra as moscas drosófilas. Eu cá sou pelo orgulho drosófilo, até já assinei uma petição pelos direitos drosófilos, para o mosquedo se poder casar, adoptar mosquinhas drosófilas e poderem herdar uns dos outros. Cada mosca no seu galho já dizia o Kant.

O que eu sou contra é o calor. Sou contra o calor. Acho que o Governo devia acabar com o calor, mas conhecendo-lhes as manias, são é gajos para cobrar mais IVA nas ventoínhas. Se calhar não era má ideia, escusávamos de dar 10 por cento do nosso ordenado para ajudar a salvar Portugal.



Não é que essa operação coração, como se fez no Benfica há uns anos, me chateie muito, porque como não ganho um tostão furado - dez por cento de nada - é dez por cento abaixo de zero.
Vamos então mas é comprar ventoínhas para ajudar a salvar Portugal, e se tivermos muitas até podemos poupar nos parques eólicos. Dez milhões de ventoinhas a bombar para Espanha, e contrariar o ditado "De Espanha nem bom vento, nem bom casamento".

Por falar nisso, a melancia tem os segundos melhores caroços para cuspir a seguir às abóboras. As sementes das abóboras chama-se pevides e acompanham bem meio quartilho de vinho tinto carrascão. Como já dizia o meu amigo Bácoro da Silva - o melhor é beber até estourar. Isso é o que eu chamo uma filosofia de vida, é isso e a Volta à França. Ver o Armstrong a suar as estopinhas e os outros todos de língua de fora, faz-me sempre ficar com uma daquelas sedes.

Mas isso não vem agora à baila, é que metade do país está na praia e a outra metade está a arder. E o Dr. Ulrich, onde é que está? Provavelmente em casa com ar-condicionado. Compre mas é uma ventoinha para ajudar Portugal.

Bem onde é que eu ia mesmo?! Ah, pois é alguém tem o contacto do Vasco Lourinho? Também dava um bom candidato para Presidente da República do PS.
Se ele não avançar, avanço eu. Onde é que eu ia mesmo?

Lúcio

7/20/2005

Já pagaste a diária

O burro nada tem a dizer ao mundo. O mundo também pouco diz ao burro. Por isso fiquemos com as sábias palavras da avó do aph, e oremos irmãos.

"Burro albardado também come palha"

Bem haja aph e à tua avó.

7/19/2005

Coice de Mula - por Lúcio Burro


No outro dia tava na Caparica, mais precisamente na Praia da Morena, naquele bar estilo condomínio fechado, com caipirinhas e mamas ao léu, e pus-me a fazer contas. Quanto é que será que factura um vendedor de bolas de berlim durante a época balnear?
Contando com três meses de trabalho duro, à média de 100 bolas de berlim por dia, estamos a falar de um euro por bola, ou seja 100 euros por dia.
Se 30 por cento é para dar ao pasteleiro, sobram 70 euricos por dia, ou seja ao fim de um mês são aproximadamente 2800 euros. Mesmo que em maré baixa sejam 2500 euros por mês, ao fim de três meses de putos e gordos na praia, são 7500 euricos, ou seja 1400 contos, livres de impostos. Se no inverno vender castanhas com a mesma margem de lucro, então já pode comprar uma vivenda em Isla Cristina para ir comer queques e outros bolos secos o resto da vida.
Mesmo com o calor isto fez-me pensar, e fiquei tão cansado que comi três bolas de berlim e ainda lambi um Calipo de uma ponta à outra.
- É fruta ó chocolate, olhó gelado.
- Olha a batatinha frita.
Mas o rockfeller da praia é mesmo o vendedor da bola de berlim. Por isso, a partir de agora o melhor é tratá-lo com mais respeitinho, que ali vai um homeme de posses, que como todos os outros homens de posses, foge aos impostos. É para acabar com este regabofe que devíamos todos pedir recibo ao homem das bolas de berlim. Aposto que no final do ano o défice era do tamanho de uma pila murcha de galo. Por esta tabuada ainda me faço ministro da fazenda, olá se faço.

Lúcio

Crónicas do Burro

O Vodka7 tem a honra de anunciar que passa a contar entre os seus colaboradores com um dos mais insignes e virulentos comentadores da actualidade e de assuntos de lana caprina. Trata-se de Lúcio o burro das terras altas que se notabilizou nas letras párias pela sua mordacidade e bestialidade.
Lúcio, no momento de assinatura do contrato vitalício com a editora Cuco&Cuco lda (fundada pelas excelentíssimas irmãs mariazinha cuco e Ermelinda Cuco, confessou à reportagem de Vodka7, estar muito orgulhoso por ter a sua primeira obra no prelo com a chancela do Cuco&Cuco, e simultaneamente iniciar a sua colaboração com a mais notável publicação asinina da península ibérica, precisamente o Vodka7. «prometo trabalhar os 90 minutos e depois logo se vê, afinal são onze para cada lado e a bola é redonda!» Ah!, perguntou o atónito repórter «Ah! o quê, então isto não é para o jornal a Bola?» inquiriu o burro. «Não é para o vodka7» - «Ah,tá bem também gosto de vodka», confessou orgulhoso. As crónicas de Lúcio, o Burro começam já para a semana e terão o nome de "Coice de Mula" e prometem fazer mossa nalguns corporativismos nacionais, a começar pelos vendedores de bolas de berlim.

Assinado: A direccção editorial do Vodka7

O Burro informa

Que a partir de agora todos os percevejos, ratazanas e outras espécies invertebradas que gostam da companhia deste burro amigo, para frequentarem esta choça e poderem continuar a ser os grandes merdosos que nunca deixarão de ser na vidinha sexualmente pobre, terão de estar munidos de BI e ficha de identificação dentária.
Isto não significa que não possam morder na mesma, passam a morder é com nome.
Claro que podem usar um nomezinho falso, que aliás lhes fica naturalmente bem, para não passar públicas vergonhas.
Trata-se de um mero acto de higiéne pública, estilo desratização com Ratax 501.
Não me levem a mal, mas mesmo a canalha sem rosto também tem de ter o trabalhinho de se ir registar com um nome falso. É chato, mas olha é a vida.

Entretanto o burro continua dentro de momentos

7/18/2005

Burro em Pé ou em a pensar morreu um Burro


Aviso à navegação:

Durante a próxima época balnear no Vodka7 não se vai falar de:

- Volta a França em Bicicleta
- Manuel Maria Carrilho e a sua dama
- Governo da República
- Terrorismo
- Direitos dos gays e das lésbicas
- Temas étnicos
- Flippers
- Ping-Pong
- Do Benfica (é pena, eu sei)
- Do calor e da celulite nervosa
- De bebedeiras e de engates
- Do preço do barril de petróleo
- De literatura pós-moderna
- De outros blogues
- Do meu pipi
- Da minha pilinha
- De musica de câmara ou outra qualquer
- de cinema
- de feijoadas de chocos
- Do programa espacial americano
- De marcas de whisky
- De poesia sacrossanta
- De croissants
- De mamas, pernas, grelos ou fodas
- de masturbação masculina (a feminina é tabu)
- De arrastões
- de colhões
- de percevejos
- de procissões na Beira Baixa
- De minetes e broches (é pena)
- De Pornografia artísticamente explícita
- Do tempo nas seychelles
- das viagens que nunca fiz
- da raiz da puta que os pariu
- Do problema da fome no terceiro mundo
- Do mensalão no Brasil
- Do último livro de Lídia Jorge
- Do próximo livro de Saramago
- De chinelas de praia e outros adereços


Até que o Verão acabe, o Vodka7 só vai falar de:

BURROS
BURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROSBURROS

QUEM NÃO GOSTAR, PODE IR PASTAR FARDOS DE PALHA PARA OUTRA FREGUESIA, QUE É PARA O LADO QUE DURMO MELHOR


hi, hi, hi, que pândega do catrino - that`s all folks, see you soon in another cartoon

E o Burro ainda estava em Pé!

"E o Menino de Deus ponha a sua mão:
Que eu tenha quinhão
Na missa, como os que lá vão.”



- E lá que tive o meu quinhão, lá isso tive, mas foi de porrada da grossa, que nem o pulguedo se aguentou nas canetas.
Arreneguei a fé, mas não foi só por causa do chicote. Na enfardadeira de livros com que me fui lambuzando, havia para ali muita iguaria de fazer crescer água na boca e, lentamente fui-me afastando da fé, porque tudo o que manjava, ficava retido aqui na cachimónia e ia-me afastando dos ínvios caminhos do senhor. A comezaina fez-me espertalhão e vivaço,e isso são qualidades pouco compatíveis com o exercício espiritual da fé, porque quanto ao terreno, é o que para aí se vê...
Mamei uns livritos de um brasileiro alquimista, mas davam-me gases, era cada peidaço que até as latadas se mandavam ao chão, e acabei por me virar para jovens autores portugueses. Umas poesias trinca-espinhas e magricelas, sempre na lamúria, que não matam a fome a um pisco, e uns de prosa mais grossa, mas indigestos que nem morcelas da Sertã. Só embutidas a Alka-Seltzer.
Aquelas patuscadas andavam a dar-me a volta à tripa, e cagando de alto acabei por ser apanhado pelo cão danado do padre e mordido pela chibata do velho embusteiro.
- Que coisa, que coisa menino ! – cogitava o porco Noé, cofiando pensativo o focinho – E agora, voltas a marrar com os cornos na palha?
- Nem que a vaca tussa – Respondeu o Lúcio – Não vou dar esse prazer ao velho hecatrônquiro nem aos patifórios da aldeia. Não volto a tocar na palha. Que já sei bem para que me enchem o bandulho. É para puxar a nora e acartar com os cestos de bagalho para o alambique, que é isso o uso que temos os animais. Omne vivum ex ovo, que é como quem diz todo o ser vivo provém de um germe.
- Malesuda fames, que é como quem diz, a fome é má conselheira, Virgílio, Eneida, VI, 276 – Ripostou o porco Noé, enquanto soltava uma sonora farpola, em virtude das couves do almoço.



–Também mordes latim? – Averiguou o atónito asno.
– Só aquele que aprendi. Costumo dizer que o meu pior erro foi ter aprendido a ler - Condescendeu em entoação mística o bácoro.
- Mas olha que te enganas quanto à larica. Eu não passo fome, porque a bondosa Dona Maria das Dores, vai-me trazendo às escondidas uns clássicos da biblioteca, não é bucha farta-brutos, mas vai dando para os gastos. A Odisseia de Homero deu-me para a semanada inteira. – Explicou o asno.
- Mas o que pensas fazer? A despensa bibliotecária há-de começar a tinir… – Inquietou-se Noé.
- Era sobre isso que te queria falar, precisava do teu conselho amigo. Tu que és porco de engorda, mas que já viste mais Invernos do que muito sobreiro. Como é que se sobrevive à crueldade dos homens, porque no teu caso a máxima de matança pascoal devia ser mors ultima ratio, que é como quem diz, a morte é a razão final de tudo, mas ainda cá andas e cada vez mais gordo. – Quis saber o asno, agitando interrogativamente a cauda e pondo as orelhas em sentido.
- Para nós animais, vulnerant omnes, ultima necat, que é como quem diz ferem todas, a derradeira mata, que é uma velha máxima latina inscrita nos antigos matadouros municipais. Para nós suínos de criação, nada é mais verdade. O segredo da sobrevivência está em enganar e ludibriar a crueldade humana. – Atalhou Noé.
- Hoc opus, hic labor est, que é como quem diz, aí é que está a dificuldade …– Suspirou o asno.
- Esta história não tem uma zokla, como no Panchatantra, nem sequer dela se pode retirar um ensinamento zen... É a mais pura lei de sobrevivência animal, e cada qual tem de saber encontrar o seu caminho da salvação. Paupertas impulit audax, que é como quem diz a pobreza audaciosa me impeliu, verso de Horácio, Epístolas II, 2, 51. - Disse o bácoro com propensão para o misticismo oriental, desde que não implicasse práticas ascéticas.
- Mostra-me o caminho, amigo e mestre, que res sacra mister, ou seja, é coisa sagrada o desafortunado. – rogou Lúcio, citando Séneca.
- Pois bem, no meu caso, depressa identifiquei as fraquezas humanas que poderia explorar, e tratei de pensar como um homem. É nessa lógica caótica que devemos buscar a luz. Como tu sabes, o Ti Manel Xá é um grandessíssimo invejoso, que cobiça a fortuna do vizinho, o Ti Patacas. No ano em que era suposto ir à faca, combinei um estratagema infalível com o Job, o bácoro do Ti Patacas. Ambos começámos a lançar as sementes da discórdia no coração amesquinhado dos velhos, caçoando com a gordura do bácoro do vizinho. Já viu Ti Manel Xá o javardo do Ti Patacas, aquilo sim é que é um porco, dá para ali umas libras valentes de carne, já mal se pode alevantar. Por sua vez o Job mantinha a sua parte da combinação, urdindo a inveja do Ti Patacas – Um senhor bácoro, algumas cinco arrobas de chouriço, presunto e fêveras, aquilo dá para alimentar um batalhão de infantaria. – Tanto fomos fazendo a cabeça aos velhos que eles tiveram uma pega das antigas, empenhando a honra numa apostilha – O meu porco é maior que o teu! – Foi a nossa sorte grande e terminação, a partir daí passámos a ser empanturrados à grande e à francesa, à medida que também íamos engordando o orgulho dos nossos amos. Deixámos de ser porcos de criação, para passarmos à graciosa condição de machos de procriação.



A nossa vida é encher o bandulho e cobrir as porcas. Nada mau, hein ? Eu e o Job vamos provavelmente ser os únicos membros da espécie suína do distrito a morrer de velhos. Carpe diem, meu amigo, carpe diem. – Concluiu Noé, visivelmente satisfeito com a esperteza que lhe poupara um destino cruel como enchido num cozido à portuguesa.
Deixemos então erudita fábula do curral, nuns desvarios de La Fontaine e de latim mais morto do que vivo, que teve o condão de lançar na bestunta de Lúcio de mirabolantes projectos de vingança, enfiando um cavalo de Tróia pelo rabo adentro daqueles que o desprezaram e maltrataram.»


Hi, hi, hi isto hoje é a fartazana, uma burrada das grandes, olari!

Burrologia para o Povo


Quanto mais zurras, mais me aturas.

Burrologia - Provérbios por via das dúvidas, a preto e branco



A burro morto cevada ao rabo
Deve ser por motivos de flatulência, penso eu de que

Antes bom burro que ruim cavalo
É uma espécie de máxima do conformismo

Antes burro vivo que letrado morto
Também acho!

Asno de muitos, lobos o comem

Aconselha à monogamia asnática, moral judaico-cristã no seu melhor

Cada asno com seu igual
A tendência gregária da espécie é preservada por via matrimonial

A burra velha, cilha nova
Mas um casamento sem centelha de cilha nova para apimentar, é o quê?


A burro velho, albarda nova
Tá-se mesmo a ver, comprar um descapotável e puxar o gel a régua e esquadro para ir ao Dock`s em Ladies Night`s


A burro velho, capim novo
O mesmo que o anterior só que exclusivamente com louras

Burra que geme, carga não teme
Nem quero imaginar o que é que isto quer dizer, mas até imagino...

Burro grande, cavalo de pau
Esta é que não faço a mínima, aceitam-se descodificações do Código Asininio

O Burro queria ser anjo e o donkey? e o monkey?

"This Donkey is going To Heaven"



Deve-se tomar com Pixies Tónico, ou Nick Cave com sementes más.

Vodka7 - O Blogue Oficial dos Burros de Portugal




Num comunicado de última hora, e atenta aos recentes desenvolvimentos asnáticos de Vodka7, a PATA - Portugueses Asnos Tantos À (sem h) - prestigiada associação de defesa e promoção do orgulho asno, decidiu nomear o Vodka7, como BOBO (Blogue Oficial dos Burros de Odivelas) em "Virtude dos seus rasgados esforços para a dignificação da espécie e contributos para uma sólida filosofia asinina e conhecimento aprofundado de uma matiz profunda da alma portuguesa, que por conveniências do bem pensar e do politicamente correcto é constantemente ultrajada em prol de merdas que não têm interesse nenhum, como a Festa do Cavalo, a do Colete encarnado e os livros da Margarida».

A direcção editorial do Vodka7 congratula-se com esta honrosa menção e pugnará, como sempre fez, para ser a voz desamordaçada dos burros de Portugal, em especial os de Odivelas e os do Fundão. Fazendo jus ao nosso lema "Asno contente, vive eternamente" aqui o Burro continua em Pé!

Burrologia - Raios me partam se não és mais teimoso que a burra

«Tu estudas, a Lena toca piano e eu é que sou o burro de carga» - M da Fonseca

«Um asno será sempre um asno, mesmo se o cobrires de ouro» - Derjavine, primo do Dejavú



Ora bem em homenagem aos pedaços de asno que me dão o prazer da sua visita, albarde-se o burro à vontade do dono:

- Um burro carregado de livros

- A pensar morreu um burro

- Com um olho no burro outro no cigano

- dar com os burros na água

- ir de cavalo para burro

- ser um burro de sorte

- Foi assim que o burro foi às couves

- Côr de burro quando foge


e para os percevejozinhos mais queridos - QUANDO UM BURRO FALA O OUTRO BAIXA AS ORELHAS!


Andor, andor bicharada!



«hi, hi, hi, lot´s of fun this donkey business» - Groucho Marx

Ditos e malditos asininos


«Asininus - Animais mamíferos da ordem dos perissodáctilos, família dos equídeos a que pertencem os jumentos, asnos ou burros, independentemente da ordem de precedência protocolar, que é apanágio da espécie.»

Uma manada de asnos é uma asnada
Para ver a espécie selvagem no seu habitat natural basta visitar o Palácio de S. Bento em Lisboa em normal horário de expediente, ou então a generalidade das caixas de comentários da blogosfera nacional. A reserva natural do Vodka7 é uma das mais ricas e diversificadas.
Quanto à de S. bento é uma espécie protegida por imunidade parlamentar.
Visitas organizadas todos os dias pela revista "National Geographic". Não se podem tirar fotografias, nem alimentar os animais, que já estão enfardadamente anafados.

Uma burricada é uma ajuntamento de burros, que se pode dizer jericada (se for em Jericó) ou burrada se for no Programa Pós-e Contras. É por isso que se diz «dos dois lados da burricada»

«Vós sois a coisa mais profunda e admiravelmente asnática deste mundo» Herculano em Monge II (The comeback). - Bom insulto para usar quando alguém está à sua frente no multibanco a pagar todas as contas do último semestre.

«Tão asno é vossemecê como esse filósofo», disse Camilo aos papalvos em Boémia (os homens preferem as ruivas)

«Por desacordo com o regente que era um asno», Machado Assis, num dia assim-assim

«Retiramo-nos com caras de asnos, não é assim?» Júlio Dinis em conversa privada com o Senhor Reitor.


Pois bem retiremo-nos

Burrologia - Equus asinus em honra dos asininos

O burro Lúcio como discípulo mal amanhado de Camilo, estende-lhe o paletó e a cartola, com vénia rasgada. Quanto à critiquelha, dedica-lhes uma sonora farpola:


«Escreveu umas asneiras agigantadas no seu penúltimo folheto» - Camilo, "Boémia"

Burrologia- Asno de ouro!

Asno- Mamífero quadrúpude, semelhante ao cavalo mas menos corpulento, de orelhas compridas, crina curta e pelagem geralmente cinzenta, muito utilizado como animal de carga e de tracção ~~- Burro, jumento 2. Pessoa que é pouco inteligente ou é ignorante -~
Pedaço de asno - ficar com cara de asno.



«If [man] is not to stifle his human feelings, he must practise kindness towards animals, for he who is cruel to animals becomes hard also in his dealings with men. We can judge the heart of a man by his treatment of animals.»
Immanuel Kant

Burrologia



O Vodka7 abre o curral do seu bestiário ao burro.
A burrologia não é uma ciência exacta. A burrologia não se barra. A burrologia apenas dá voz ao burro, porque vozes de burro não costumam chegar aos céus.

Lúcio, o burro que renasce num seriado iconográfico aqui no Vodka7, como se fosse uma assombração pop ou uma foto-exposição itinerante Magnum.

Em terra de cegos, quem tem um burro é rei do seu destino sem roque.

O burro não usa Chanell 9, mas gostava!

Dou-te um coice em troca de um fardo de palha, larila laralá!

«Preparava-se o Padre Martinho para ir buscar os salmos para a missa da Procissão ao Anjo da Guarda, que estavam guardados na sacristia de Cebolais da Serra, aferrolhados com a vitualhas no andor, e para grande escandaleira geral, os salmos tinham levado caminho. Foi para lá um reboliço, meteu a guarda e tudo.
Ninguém deu conta do sumiço que levaram os salmos da paróquia que já eram do tempo da Maria Cachucha. Ainda se suspeitou do sacristão, que era amigo da pinga, e de outros ratos de sacristia, prontamente defenestrados a 501 Forte, mas não se chegou a nenhum desenlace à Hércule Poirot.
O Padre armou para lá um escabeche! Acusou a Comissão Fabriqueira de ser uma corja de gatunos, de meterem a unha nos pertences de Deus Nosso Senhor.
O Casimiro, da Comissão Fabriqueira, que não é homem de se ficar, e bruto que nem um quarteirão de casas, ainda prometeu chegar a roupa ao pelo do padre, «A batina que lhe alcofe os açoites, que eu vou aos cornos do cabrão do abade».
Os ânimos exaltaram-se ainda mais, quando, a seguir, foram os evangelhos e o missal a esfumarem-se do centro paroquial.
O Padre Tomé ia lhe dando o badagaio com a apoplexia. Num ataque de cólera, bradava à varanda do centro paroquial: «Grandessíssimos filisteus, sarracenos d`um raio, terroristas do catrino, ratoneiros do Diabo».
Ameaçava a excomunhão colectiva, mas aquela terra de meio alqueire de habitantes, quase todos sexagenários e humildes lavradores, entreolhava-se desconfiada… afinal não havia memória de larápios na aldeia, a não ser uns pilhas-galinhas que por pilhéria iam depenando uns galinheiros mais esconsos.
Mas as misteriosas desaparições continuavam, depois da sacristia, o misterioso ladrão continuava a sua rapinagem bibliófila. A vítima seguinte foi o Centro de Dia, de onde se eclipsaram uma série de clássicos doados pela Fundação Hermenegildo Espírito Santo, que incluíam “As Pupilas do Senhor Reitor”, “A arte do amor”, “A Eneida”, os três volumes de “Dom Quixote de La Mancha”.
Também a notável biblioteca militar do Major Correia não resistiu ao Cavalo de Tróia do saque, e lá marcharam “Guerra e Paz” de Tolstoi, “A Arte da Guerra” de um general chinês, “Princípios da Guerra” de Clausewitz. Nem a colecção do místico brasileiro Paulo Coelho, com que a Lucinda do Posto de Turismo matava as horas sem turistas, (que eram quase todas), escapou à mão invisível do amigo do alheio.
A aldeia andava aterrorizada, e mesmo os analfabetos, escondiam no colchão os livritos de cóbois que os netos lá deixavam nas férias, como se fosse o seu mais valioso espólio. Até que um dia, o meliante foi exposto à ira da terra, despojada dos seus parco património literato.
Um casal de turistas ingleses, andava a tirar retratos ao “very tipical” da aldeia; ao fontanário, ao pelourinho, às velhotas estacionadas na soleira da porta a desfiarem dois dedos de conversa, enfim, os camones andavam a dar aquele “tour” de Nikon em punho para mostrarem nos chás dançantes para reformados lá em Birmingham. Nisto aparece em cena no largo do Pelourinho, a dar ao laré pela rua do castelo, o burrico do Ti Manél Xá.
O burro, ufano, escoriava com elegância, ziguezagueando a cauda de contentamento, lançando numa azáfama de cabriolices o mosquedo que tradicionalmente cortejava a escatologia bestial do equídeo.
Encostou as beiçolas ao tanque da fonte para sorver uma golada de água e, ao que parece, a sofreguidão desarranjou-lhe os intestinos, tendo ali mesmo largado uma valente póia, depositada aos pés dos bifes.
- Look darling, a Pop Star – disse a inglesa sardenta com a sandália apontada em direcção ao meticuloso montículo de bosta, esculpida pelo pandeiro incontinente do burro.
Referia-se a camone aos dejectos da capa de um livro de uma escritora de sucesso, que despontava nos preparos intestinais da besta.
– What´s the problem - Virou-se o asno poliglota, que aprendera inglês num livro que furtara a um velho Lorde da Câmara dos Comuns, hospedado no Turismo de Habitação, contrariando assim a velha tese cabalista de que burro velho não aprende línguas.
– This book stink`s! – Justificou o burro, visivelmente embaraçado com este seu descuido nauseabundo.
Estava então desvendado o mistério dos livros desaparecidos e desmascarado o larápio, precisamente o asno Lúcio, homónimo de Lucius Antonius Rufus Appius, pretor romano que sentenciava favoravelmente a quem lhe pagava a maior tença, e cujas iniciais (L.A.R.A.) passaram a designar os amigos do alheio, conforme se prestou a explicar ao inspector da Guarda Republicana da Soalheira, o burro Lúcio, quando confrontado com tão graves acusações de ladroagem bíblica.
Como o Código Penal não previa punição para crimes cometidos por quadrúpedes, o único castigo que a gula bibliófila do burro Lúcio mereceu, foi a valente sova com pau de cerejeira, aplicada pelo seu dono, o Ti Manel Xá, sob os auspícios do Santo Ofício do Padre Martinho, para quem as saraivadas no lombo do pobre Lúcio, constituíam autêntico Auto de Fé.
- Ah! Jumento dum cabrão, queres desgraçar-me. Guloso dum caneco, que não vales um corno para trabalhar, só queres é encher a mula. – Espigava-se o Ti Manel Xá, enquanto zurzia o pêlo ruço de Lúcio.
- Chegue-lhe, Manel, chegue-lhe com força a esse jumento excomungado – Invectivava o Padre.
- É preciso disciplinar esse pedaço de asno, Manel. Chicote nesse anarquista – Urrava o Major Correia.
Aquilo foi um correctivo público que serviu para apascentar os exaltamentos da populaça e aliviá-los dos esmorecimentos de alma, como se fazia desde tempos ancestrais para expiação das más consciências. O pelourinho rejubilava, depois de um século de branduras e de poses forçadas para a objectiva dos turistas, lá voltava o largo a ser patíbulo de justiça.
Com sorte ainda voltavam os enforcamentos. Um que fosse em memória dos bons velhos tempos.»

O burro não se acagaça! - Deneuve em Peau d`âne, tal como Lúcio


«bom corpinho, hein, e muito dada a mostrá-lo, como se vislumbra pela coxa que desponta da mini-saia. Uma balzaquiana de tira-olhos. O marido é embarcadiço, e está-se mesmo a ver, com aquela anca reboliça, é a perdição dos meirinhos e da malta da repartição de finanças. As más-línguas do centro comercial estão sempre a inventar-lhe amázios para lhe meter nos lençóis, mas parece que o Guedes, o tal que é quartanista de Sociologia do Trabalho, aquele lingrinhas que está ali encostado à coluna, parece que ele é que anda a desfrutar do naco.
Pelo menos é o que se diz por aí à boca cheia.»
in Vozes de burro não chegam aos céus, ouviram bem!


PS:Gracias Mar pela bela imagem

Chegaram os Percevejos! Urrah! Hip, Hip, Hop, Hurrah!



O percevejo (ou maria fedida na linguagem popular brasileira) é um inseto da sub-família Blissinae, que ataca plantações e pastagens. Existem algumas espécies que são hematófagas.
Descrição do percevejoOs adultos são pequenos, medindo de 3 milímetros a 3,5 milímetros de comprimento por 1 milímetro de largura, posuem corpo negro e asas anteriores, geralmente, brancas, com duas pequenas manchas pretas laterais. Suas pernas são claras e de coloração vermelho-amarelada. Os adultos podem ocorrer tanto na forma macróptera (com asas longas – normais) como braquíptera (asas curtas). As fêmeas são maiores do que os machos.

Poem ovos alongados e ligeiramente curvos, com as extremidades arredondadas, a princípio brancos que vão se tornando avermelhados à medida que o momento da eclosão da ninfa se aproxima. As formas jovens, ao longo de seus cinco períodos ninfais apresentam variações distintas de coloração que vão do vermelho brilhante, com uma larga faixa dorsal branca na região anterior do abdome, passando pelo alaranjado, notando-se o surgimento de tecas alares e pelo marrom-alaranjado, com as tecas alares atingindo a região posterior do primeiro segmento abdominal até se tornarem negros, com as tecas alares atingindo além do segundo segmento abdominal.

Biologia do percevejo
Os ovos são colocados geralmente nas bainhas das folhas basais ou logo abaixo da superfície do solo, podendo inclusive, no caso de ocorrência de fendas no solo, serem postos próximo ou mesmo nas raízes das plantas. Imediatamente ao momento da eclosão, as ninfas se poem a sugar a seiva.
Os adultos não possuem período hibernal constatado durante o inverno
inWikipedia como não podia deixar de ser

As novas colónias de info-percevejos são uma espécie de atestado de popularidade de uma publicação na blogosfera. Depois de dois anos de pacato anonimato, o Vodka7 já tem percevejos. Vou beber uma de Murganheira para comemorar.
A garrafinha de Dum-Dum fica para mais tarde, que os percevejos sempre ajudam às audiências.

Percevejo ou Maria Fedida, aqui no Vodka7 serás sempre uma espécie protegida, e olha lá, traz um amigo também.

7/14/2005

Blogues sobre uma mesa!


"Figura sobre uma mesa", Almada Negreiros



Acho que a blogosfera é como aqueles bolos cheios de creme que no Verão azedam facilmente. Por isso sempre preferi os queques, que sempre dão menos azia.
Ao que parece a blogosfera é uma espécie de vilória de província, onde todos se conhecem, e cochicham. Entre as palmadinhas no lombo, a facadinha nas costas e a peixeirada, a blogosfera faz mesmo lembrar uma terra que eu cá sei. Há para aí muitos bons blogues e muitos blogues de merda, mas para mim é completamente indiferente, porque como cresci suburbano, só me habituei a visitar os amigos e a ter uma vida social reservadota, nem é por causa daquilo que eles dizem, mas é por serem meus amigos, que eu só como as bolachinhas da manhã com:

granitoporque tem um arquivo do caneco e sei lá, porque gosto porra. Gosto à brava!

rititiPorque além de ser famosa, é minha amiga, tem piada, e mesmo quando não gosto, gosto!

Através dos EspelhosDo Vitor e do Tiago, tipo Bic laranja, Bic Cristal, escrita fina, escrita normal, num dueto de cordas que é música suave pela manhã. Despretensioso (coisa rara), atento, sensível e bem humorado é um blogue que é o sonho de qualquer mulher à procura do príncipe encantado (atenção que os rapazes já estão destinados). A mim vão-me encantando como nenhum outro blogue na língua do camões.
Como diria a Rititi, os meus amigos não são necessariamente melhores que os teus, têm é a enormíssima vantagem de serem meus amigos. Hi, hi,
Pela mesmissima razão e mais nenhuma é que:
SoBola é leitura obrigatória a seguir à "Bola", e que a Fisga já cá canta.

Para um sorriso curioso não dispenso Diarios de Lisboacom, com as deliciosas curiosidades da Raquel, que tem ainda o encanto de ser tipo - uma curiosidade por ano dá saúde e alegria, e mantêm-nos todos os seus cinco leitores numa tensão de expectativa.

Quanto ao resto, não conheço, nunca fomos apresentados, e para ser sincero, nem estou muito para aí virado.
Gostos não se discutem e por isso prefiro queques de uma pastelaria conhecida a bolas com creme de um pasteleiro anónimo, ou mesmo famoso. Quanto ao facto de ser artista-convidado em quatro dos blogues anunciados, não vem agora ao caso, podem-lhe chamar narcisismo, que eu não me confundo com uma facção socialista de Matosinhos.

A Fisga no Rio de Janeiro



Cidade-maravilhosa, ainda mais vista pelos olhos do Ricardo Paulouro na capital mundial do futebol. Na novíssima Fisga vamos todos ao futebol. Em directo do São Januário, o Vasco da Gama leva uma coça do Internacional, narrado pelo Ricardo Paulouro que em relação ao futebol só tem um único e singular defeito - ser do Sporting.
"Aqui na terra estão jogando futebol, há muito samba, muito show&rock and roll", enquanto por aqui a coisa tá preta.
Aí Ricardão, a galera torce pelo futebolão do nosso time.Fisga

Esta nossa lavra


Lavrar, é talvez a palavra mais utilizada pelos jornalistas-bombeiros-incendiários do Verão do Portugal a arder. Não há peçazinha sobre fogaréu ou catástrofe devoradora que não ponha as chamas a lavrar. Talvez incontrolável seja a segunda palavra de época pouco balnear, mas tenho a certeza que lavrar é a palavra mais utilizada na imprensa portuguesa durante o Verão, talvez só suplantada pela palavra crise, que essa é menos sazonal.
Como em Portugal a agricultura só lavra subsídios, valem os nossos insignes repórteres para nos rememorar desta palavrinha trabalhosa de suor na fonte, que está gravada na testa de um País esquecido do tempo em que se lavrava a terra.
Agora lavram-se autos, sentenças e fogos.
D. Dinis, conhecido pelo seu gosto de lavrar pinhais e montes de Vénus das cordeiras de Deus ficaria decerto entristecido com o destino do seu cognome. Em Portugal as chamas lavram enquanto o repórter/narrador/de incêndios não decidir recorrer a um dicionário de sinónimos, modus operandi que é prática comum na blogosfera portuguesa.
A crise lavra incontrolável, e nós por cá entretidos com os vídeos caseiros da Diana Andringa, safa! Melhor, livra! Melhor lavra!

Provérbios
"Mais vale lavrar o nosso ao longe do que o alheio ao perto."
"Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar."

7/09/2005

À pesca do arrastão na Wikipedia

Wikipedia: Pesca de arrasto
O método de pesca actualmente mais popular - e mais controverso! - é o arrasto, constituído basicamente por uma rede construída em forma de saco, com flutuadores na parte superior da abertura e pesos na parte do fundo, e cabos seguros às extremidades dessa "boca" com os quais a rede é arrastada normalmente no fundo do mar (embora haja também redes de arrasto de meia-água). Existem formas artesanais desta arte em praticamente todo o mundo, em que a rede é puxada por pescadores a pé ou com o auxílio duma pequena embarcação, mas a indústria pesqueira usa redes de arrasto de grandes dimensões - por vezes mais de uma ao mesmo tempo - que são de construção mais sofisticada e puxadas por instrumentos mecânicos a partir duma embarcação que pode ser um barco-fábrica.
Os aspectos controversos deste método de pesca são vários, desde a noção - normalmente errada - de que estas redes "destroem" o fundo do mar, até outros problemas mais válidos e que têm sido estudados e parcialmente resolvidos pelas ciências pesqueiras, como o facto destas redes serem muito pouco selectivas, quer dizer, capturam animais de praticamente todas as dimensões, até os muito pequenos de uma espécie que ainda não atingiram a maturidade sexual, pondo assim em perigo a continuídade da população, e de todas as espécies, mesmo aquelas que não são o objecto da pescaria e que são muitas vezes lançadas ao mar, contribuíndo para a diminuição da diversidade biológica no mundo.

Vodkapedia: O mexilhão e as andringas
Em Portugal não há pesca de arrastão, só à linha. Em vez de redes muito pouco selectivas temos um anzol apontado a telemóveis, carteiras, cartões de crédito, óculos escuros e ténis rebook, espécies endémicas da costa portuguesa. O mexilhão está ameaçado de extinção por esta colónia parasita, que tem nos predadores da Cova da Moura a sua principal ameaça.
Associações ambientalistas e organizações partidárias portuguesas pretendem atingir o equilibrio ecológico da costa através da propagação e defesa desta espécie predadora, que deve brevemente ser considerada espécie protegida.
De acordo com alguns biólogos marítimos da Associação NavalUnidos do Mindelo, esta espécie pode defenestrar a infestação que assola as nossas praias - o banhista. A primeira experiência piloto teve lugar na Praia de Carcavelos e o sucesso foi estrondoso, com a debandada dos perigosos parasitas - ficando assim aquela paridisiaca praia merecedora de bandeira azul.
O nadadeiro-salvadeiro da praia de Carcavelos, de nome Jaime, confessou a "Vodkapédia" que o fenómeno era do seu agrado, porque agora tinha muito menos trabalho e já nem precisava de hastear a bandeira vermelha para fazer a digestão do arroz malandrinho do almoço e dormir a merecida sesta.
O nadadeiro-salvadeiro acrescentou ainda que "Agora já quase não há banhistas, e a praia está quase sempre deserta."
De acordo com fontes ambientalistas, o equilibrio ecológico atingido permitiu o regresso de uma espécie nativa - a andringa - bivalve da família dos perceves que normalmente é imprestável para comer, mas cujas conchas fazem excelentes decorações para fios à venda na Festa do Avante.


Legs para que te quero: A andringa, espécie de bivalve com vídeo incorporado, ameaçada de extinção pela pesca do arrastão após ter superado em muito a sua maturidade sexual. Como não são comestíveis são muitas vezes lançadas ao mar, contribuíndo para a diminuição da diversidade biológica no mundo, e neste caso ainda bem.

7/07/2005

A morte saíu à rua



O medo é a peste moderna, vive entranhado no ódio, no vazio, na abjecta loucura de tratar a vida humana como um mero meio de propaganda.
O terror vive, como sempre, escondido no lado negro do coração dos homens sem coração, sem pátria, sem deus, sem amor.
Em Londres e em qualquer recanto do mundo, o homeme continua a ser um lobo selvagem para o homem. Esta é a peste negra do nosso mundo. A paz é uma mera ilusão de conforto negociado.

7/06/2005

As coisas que um gajo aprende na Wickipedia


Adelaide Herculine Barbin, hermafrodita francesa do século XIX, nasceu no ano de 1838 e foi declarada mulher. Estudou em colégio de freiras mas aos ao fazer uma consulta médica, diagnosticou-se que ela tinha também um órgão sexual masculino. Passou então a se chamar Abel, mas em 1868 cometeu o suicídio. O caso é muito conhecido devido ao diário que ela escreveu durante sua vida e priciplamente depois que Michel Foucault estudou o seu caso e republicou seu diário. (:::)
A obra vai ser adaptada a uma sitcom portuguesa da TVI, com o apoio do Instituto Franco-português, argumento dos gato fedorento e com a filha/o do Néné no principal papel. Os humanos assinam a banda sonora.

"A Peleja do Diabo com o Dono do Céu" (1979) é o título de um tema do cantor nordestino Zé Ramalho.

Quando tiver um filho chamo-lhe Diabo, Diabo Pelejão.

Exercícios de estio


Estendi a toalha demoradamente, e quando me deitei o Sol já se tinha posto em marcha lenta.

Farto da tirania de Al-Jazira, o maior comerciante de tapetes de Teerão, o pequeno Sinbad atirou com o tapete à toalha.


Tenho tantas saudades de usar as minhas braçadeiras do Dartacão e a minha bóia com a cabeça do Pato Donald a servir de leme. Definitivamente a praia dos adultos não tem gracinha nenhuma.


Porque será que se chama Tótó a uma pessoa? Quando a mesma palavra serve para nomear as trancinhas de cabelo da Pipi das Meias Altas? Acho mesmo que não se devia chamar tótós às pessoas, sem uma razão etimiológica de fundo.


Porque será que se vendem bolas de berlim na praia em Portugal? E porque não mil-folhas, queques ou bábás? Esta é uma dúvida que me assola com frequência, sobretudo em dias de Sol.


Há mar e mar e mar e mar e mar e mar e mar e mar. E comprimidos para o enjôo, não há?


O fio dental torna desnecessária a simbologia das bandeiras.



Qual é o factor de protecção que usas, eis uma pergunta verdadeiramente indiscreta.


Fazia um calor sufocante, tanto que o sol foi acusado de genocídio por asfixia.

"A época idiota já começou", anunciava o cartaz daquela sapataria em saldos de Verão. Lá dentro um pescado trocava as sandálias por umas havaianas verdes e amarelas, que nas solas diziam - Ordem e Progresso. Respectivamente.


Ao que parece o gelo tem tendência a derreter com o calor, é por isso que se deve beber vodka tónico por uma palhinha, mesmo sob o risco de se parecer um bebedor um pouco apaneleirado.

Hélio ligou a ventoínha no máximo. Fechou os olhos e inalou a lufada de ar fresco pelas colossais narinas, depois inchou como um balão e quase que conseguiu dar a volta ao mundo em 80 dias.


Fateonte entrou de mansinho no quarto do pai e surripiou do bolso das calças do velho a chave do potente BMW.
Hélio, deus do Sol, ressonava no sofá durante o Prós e Contras, e Fateonte com pézinhos alados de lã, saíu pela janela aberta por uma suave brisa de Verão, para não acordar o seu pai. Meteu-se no BMW e foi para o pica na Ponte Vasco da Gama com o BMW de 250 cv, que espatifou violentamente contra um choupo de Alcochete, depois de uma louca perseguição de um carro camuflado da Brigada de Trânsito.
O oficial que levantou o auto e assinou o óbito chamava-se José Vá com Zeus. Em casa Hélio ressonava, afinal o Sol só se levanta lá pelas 7.00h naquele país mitológico e mitómano.


O SuperMax virou-se ao dono. O veterinário diagnosticou stress profissional por excesso de trabalho e deu-lhe baixa psicológica. O Perna de Pau, esse continuava tão bêbado que nem deu pela falta do Cão na arca frigorífica. É fruta ou chocolate, olhó gelado, cantarolava enquanto cozia a bebedeira de Rum.

7/01/2005

Relambório nacional


Os lambe-botas deste país podem este fim-de-semana ver se lambem umas pachachinhas, para variar É o Salão Erótico da FIL, acontecimento cultural do ano neste país.
Para quem não gosta de pornografia, erotismo, fétiches e confunde mamada no salão com salada de mamão, o melhor é mesmo ficar pela FIL artesanato.

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E ao sétimo dia a obra morreu. hi, hi, hi - o efémero também é uma forma de arte.
O burro foi à sua vidinha de enfardo literário.